Fichamento o dilema do onivoro

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FICHAMENTO POLLAN, Michel. O DILEMA DO ONIVORO Uma historia natural de quatro refeições. Tradução: Cláudio Figueredo, Rio de Janeiro: Intrínseca, 2007. INTRODUÇÃO Nossa desordem alimentar nacional Uma mudança tão violenta na cultura dos hábitos alimentares é certamente o indicio de uma desordem alimentar nacional. Isso com certeza não teria acontecido numa cultura com tradições profundamenteenraizadas no que diz respeito à comida e à alimentação. Mas, também, uma cultura como essa não sentiria a necessidade de que seu mais solene corpo legislativo precisasse deliberar sobre as “metas dietéticas” da nação – ou, a propósito, desencadear uma batalha politica a cada cinco anos sobre o desenho exato de um gráfico elaborado por um órgão do governo definindo o que é chamado de “piramidealimentar”. […] (pag. 10) Em alguma medida, a questão a questão de saber o vamos comer na próxima refeição toma de assalto todo o onívoro, e tem sido sempre assim. Quando podemos comer quase qualquer coisa que a natureza tenha para oferecer, decidir o que se deve comer irá necessariamente provocar ansiedade, sobre tudo quando algumas das comidas a nossa disposição tem a capacidade de nos fazer adoecer ounos matar. Esse é o dilema do onívoro, detectado há muito por escritores como Rousseau e Brillat-Savarin e assim batizado a trinta anos por um psicologo e pesquisador da Universidade da Pensilvania chamado Paul Rozin.[...] (pag. 11) […] O onívoro humano possui, além de seus sentidos e da sua memória, a vantagem incalculável de contar com uma cultura, capaz de guardar a experiencia e sabedoriaacumulada de um sem numero de seres humanos degustadores anteriores a nós.[...] (pag. 12) […] Uma cadeia alimentar é um sistema que serve para passar adiante essas calorias para especies privadas dessa capacidade única que tem plantas de sintetizá-las a partir da luz do Sol. [..] A agricultura industrial substituiu a nossa completa dependência do Sol no que diz respeito às calorias calorias por algototalmente novo: uma cadeia alimentar que extrai muito da sua energia dos combustíveis fosseis. (É claro que mesmo essa energia veio originalmente do Sol, mas, ao contrario da luz solar, ela não é infinita nem renovável.)[...] (pag. 15) […] Muita gente hoje parece totalmente satisfeita comendo na extremidade da cadeia alimentar industrial sem parar para pensar no assunto: provavelmente este livronão foi feito para essas pessoas. Há nele coisas que vão estregar seus apetites. Mas este é, em ultima analise, um livro sobre o prazer de comer, os tipos de prazer que, à medida que são conhecidos por nós, só tendem a se aprofundar. (pag. 19) I- A PLANTA É o milho que alimenta o novilho que se transforma em bife. O milho alimenta a galinha e o porco, o peru e o cordeiro, o bagre e a tilápia e,cada vez mais, até o salmão, um carnívoro por natureza que os criadores de peixe estão submetendo a uma reengenharia para que passe a tolerar o milho. Os ovos são feitos de milho. O leite o queijo e o iogurte,

que antes vinha das vacas leiteiras que se alimentavam no pasto, agora costuma vir das vacas Holstein, que passam toda sua vida util num estabulo, ligada as maquinas, comendo milho. (pag.26) […] Num supermercado americano (estadunidense), é possível cerca de 45 mil e mais de um quarto deles atualmente contém milho. Isso também vale para os itens não comestíveis: tudo, da pasta de dentes até os cosméticos e as fraldas descartáveis, sacos de lixo, produtos de limpeza, fósforos e pilhas, até mesmo películas brilhantes que recobre a capa da revista que chama a atenção na banca: milho.[…] (pag. 27) […] Originalmente, os átomos de carbono dos quais somos feitos estavam flutuando no ar, como parte de uma molécula de dióxido de carbono. A única maneira de recrutar esses átomos de carbono para moléculas de carbono necessárias para a sustentação da vida – os carboidratos, aminoácidos, proteínas e lipídios – é através da fotossíntese. Usando a luz do Sol como um catalisador, as...
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