Fichamento a cidade antiga

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Sobre a Obra:

COULANGES, de Fustel. A cidade antiga. São Paulo: Martin Claret. 2007.
Em toda a sua obra, Fustel de Coulanges apresenta textos de historiadores e poetas antigos a fim de ratificar seus argumentos a respeito das sociedades antigas que são trabalhadas por ele. E essas são principalmente: Grécia, Roma e Índia.
Ao longo de todo o livro se percebe (segundo Coulanges) o quanto areligião e o culto dos antigos influenciaram em toda a formação do cidadão e da nação. As mudanças que ocorreram na sociedade vão se dar por conta de alterações nessa estrutura religiosa, que não mais voltará a ser a mesma.
Toda essa alteração será provada e desenvolvida em todo o contexto da obra “A Cidade Antiga.”

Livro Primeiro: Crenças antigas

Capítulo 1: Crenças sobre a alma e a morteDesde os tempos mais remotos e até os dias atuais o ser humano jamais se conformou como sendo a morte o fim de tudo, era justamente o contrário, um novo recomeço, a oportunidade de ser e de fazer algo novo, completamente diferente.
Era exatamente esse o pensamento das gerações mais antigas; eles não encaravam a morte como “a aniquilação do ser, mas como simples mudança de vida” (p. 13). Ao citar:“degolavam-se cavalos e escravos, pensando que estes seres, sepultados com o morto, o serviriam no túmulo como o haviam feito em vida” (p. 15). Pode-se remeter a civilização egípcia em sua crença sobre a alma; eles da mesma forma que os romanos e gregos, levavam junto ao corpo do morto todas as suas riquezas acumulas em vida, a fim de que pudesse desfrutá-las na segunda vida.
Inclusive a puniçãomais severa das cidades antigas era privar o ser humano da sepultura, fazendo isso, castigar-se-ia a alma durante toda a eternidade. Esses mortos que se tornavam deuses continuavam a ter necessidades muito humanas, como a alimentação, e era, portanto, necessária à prestação de um banquete fúnebre para essas ‘almas’. Isso fica ratificado, quando o autor escreve: “[...] de modo que um morto a quemcoisa alguma se ofereça está condenado à fome perpétua.” (p. 21).

Capítulo 2: O culto dos mortos

A fim de satisfazer aos mortos, ficou então obrigatório aos vivos suprir essa necessidade de alimentação. Após a morte, cada indivíduo se tornava um deus e como tal, possuíam templos e esses eram os túmulos. Ali eram levadas as oferendas: arroz, leite, mel; tudo isso com intuito de também receberalgo em troca: a proteção. Caso confirmado por Coulanges: “Embora estivesse morto, sabia ser forte e ativo. A ele se orava, pedia-lhe o seu apoio e os seus favores” (p. 25).

Capítulo 3: O fogo sagrado

Como representação da presença de um ser divino existia o fogo sagrado, e era de responsabilidade do dono da casa, mantê-lo sempre aceso, a ele não era oferecida qualquer espécie de madeira,pois deveria estar sempre puro. “O fogo tinha algo de sagrado, adoravam-no e prestavam-lhe verdadeiro culto” (p. 27).
A presença do fogo no lar era uma providência, uma proteção. Além da própria madeira como combustível para esse fogo, também era entregue: vinho, óleo, incenso e gordura das vítimas, demonstrando gratidão o deus as devorava e se levantava radiante, soltando seus raios. Todas essasofertas dedicadas ao fogo, eram segundo Fustel “o ato religioso por excelência”. Toda essa realidade se passou na Grécia, Roma e Índia.
Logo se percebe uma estreita relação entre o fogo sagrado e o culto dos mortos (p. 33), pois a lembrança desses heróis divinizados pela morte estava associada ao fogo. Com o fogo aceso, a alma do morto também permanecia viva.

Capítulo 4: A religião domésticaAs religiões atuais pregam, sobre a igualdade e o amor de um só Deus por todos os homens, sem distinção de qualquer espécie. Muito diferente, portanto, da religião antiga, que atendia aos anseios de uma só família e só dela recebia oferendas, era algo muito mais restrito, que não permitia a entrada de qualquer pessoa, pois se honrava um antepassado, era responsabilidade dos vivos prestar as...
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