Fichamento da obra "segundo tratado sobre o governo civil)

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FICHAMENTO DA OBRA “SEGUNDO TRATADO SOBRE O GOVERNO CIVIL” (CAPÍTULOS 1 AO 4)

Trabalho apresentado à disciplina de Ciência Política I, ministrada pelo professor Lincoln Moraes de Souza, do Departamento de Ciências Sociais, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, para fins avaliativos.

NATAL/ RN
2012
CONSIDERAÇÕES INICIAISLOCKE, John. Segundo tratado sobre o governo civil e outrosescritos: ensaio sobre a origem, os limites e os fins verdadeiros do governo civil. Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco; Petrópolis: Vozes, 2006. 318p.John Locke nasceu em Wrington, uma pequena cidade na Inglaterra, em meio a uma tempestade, como ele próprio dizia. Essa tempestade a qual Locke citava se referia a importante Revolução Gloriosa (1688-1689), uma revolução decaráter burguês que mudou profundamente as relações políticas na Grã- Bretanha. Essa revolução foi tão expressiva que alguns estudiosos afirmam que a Revolução Gloriosa está para a Inglaterra, assim como a Revolução Francesa está para a França.Locke se firmou como um dos maiores sistematizadores do empirismo, baseando suas ideias em Aristóteles. Ele assimilou ideias como a de que os olhos são asprincipais portas de entrada das experiências. “A visão nos proporciona mais conhecimentos que todas as outras sensações.” (Aristóteles). Em uma de suas principais obras, “Ensaio sobre o entendimento humano”, volta a absorver ideias aristotélicas, expondo as formas e modos de conhecimento empírico, fazendo a famosa menção a “tabula rasa”, ao sustentar que nascemos sem nenhum conhecimento (inato).Como umteórico do iluminismo, Locke vai criar a Teoria do Direito Natural do Homem, que é assimilada para se opor a Teoria do Direito Divino dos Reis, de Jacques Bossuet, um dos teóricos do absolutismo. Nessa teoria, Bossuet vai tentar justificar o absolutismo sob uma ótica religiosa, incorporando a afirmativa de que o rei não vai poder ser questionado porque Deus quer assim. A teoria de Locke vaireforçar os conceitos burgueses de liberdade de pensamento e de expressão, a propriedade e a felicidade. No quesito liberdade, Locke não vai poupar esforços em reafirmar a não-existência da liberdade no modelo absolutista. |

CAPÍTULO 1LOCKE, John. Ensaio sobre a origem, os limites e os fins verdadeiros do governo civil. In.: LOCKE, John. Segundo tratado sobre o governo civil e outros escritos: ensaiosobre a origem, os limites e os fins verdadeiros do governo civil. Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco; Petrópolis: Vozes, 2006.Como havia exposto no Primeiro Tratado, Locke volta a refutar as teses do Sr. Robert Filmer, um defensor assíduo do Absolutismo.Locke irá se voltar a Adão para concluir que não há explicação para a legitimidade do domínio e poder dos moldesabsolutistas. Para tanto, Locke afirma que Adão não tinha em qualquer hipótese, seja por direito, ou por doação divina, autoridade, de qualquer natureza, sobre seus filhos e o mundo, e se um dia o teve, seria impossível a sua extensão até a atualidade e explicar, pois, o sistema absolutista.E dessa forma, Locke define o seu conceito de poder político, como aquele que dá a um indivíduo o direito de fazer leisduras (como a pena de morte) ou mais brandas no intuito de regular e manter a ordem, visando somente o bem da comunidade. |

CAPÍTULO 2LOCKE, John. Do Estado de Natureza. In.: LOCKE, John. Segundo tratado sobre o governo civil e outros escritos: ensaio sobre a origem, os limites e os fins verdadeiros do governo civil. Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco; Petrópolis: Vozes,2006.Dado o conceito de poder político, e para compreender a sua origem, Locke nos apresenta à problemática do Estado de Natureza. Esse estado seria aquele em que os homens se encontram em uma total liberdade para agir de acordo com as suas vontades, dentro dos limites da lei da natureza, sem possibilidade de qualquer tipo de subordinação entre os indivíduos.No entanto, mesmo em se tratando de...
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