Fichamento: aprendendo a filosofar em 25 lições - von hiering

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AGES
FACULDADE DE CIENCIAS HUMANAS E SOCIAIS
BACHARELADO EM DIREITO

UEVENY ARAÚJO

APRENDENDO A FILOSOFAR EM 25 LIÇÕES
Do poço de Tales à desconstrução de Derrida

Fichamento apresentado no curso de Direito da Faculdade AGES como um dos pré-requisitos para a obtenção da nota parcial da disciplina filosofia no 1º período noturno, sob a orientação do professor Cristiano Santiago.Paripiranga
Abril de 2012

FEARN, Nicholas. Aprendendo a filosofar em 25 lições: do poço de Tales à desconstrução de Derrida / Nicholas Fearn; tradução, Maria Luiza X. de A. Borges. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004.

1. O poço de Tales – O mundo numa gota d’água

É a idéia do reducionismo que é citada por Nicholas Fearn em seu livro, sendo apontado por ele o filósofo Tales como oprimeiro filósofo reducionista.
Tales utiliza como exemplo a água para defender sua teoria do reducionismo, onde segundo ele, se examinássemos um determinado objeto de muito perto, ou seja, se reduzíssemos esse objeto ao mínimo encontraríamos água.
Para um melhor entendimento, Nicholas Fearn (2004) nos diz que, para entendermos o mundo, é necessário que coloquemos as coisas em termos de uma formaque possamos entendê-los, reduzindo-os até troná-los mais compreensíveis, pois é mais simples compreender os componentes que formam um sistema, do que compreendê-lo por completo.
O procedimento do reducionismo consiste em explicar um determinado assunto utilizando-se de outro singular.
O reducionismo tem como finalidade não apenas simplificar um assunto complexo, onde muitas das vezes essasimplificação torna-se perigosa, correndo o risco de haver uma supersimplificação desta, mas sim simplificá-lo de maneira que venha a se tornar mais inteligível, podendo assim obter um entendimento de forma mais clara e objetiva, como disse Fearn. “Tudo que a redução verdadeiramente “reduz” é a complexidade de uma explicação”. (FEARN, 2004, p.13). “Em geral, podemos compreender melhor uma coisareduzindo-a e atentando para o nível de explicação que lhe é imediatamente inferior”. (FEARN, 2004, p.15).
É necessário fragmentarmos o complexo para que primeiro compreendamos os seus fragmentos, as suas partes, começando de baixo para que possamos compreendê-los inteiramente. “Descemos a níveis mais básicos de descrição para pôr em foco aquilo que fará toda a diferença em níveis mais elevados”. (FEARN,2004, p.15).

2. Protágoras e os porcos – O homem é a medida de todas as coisas?

Cada um de nós temos nossos próprios valores, formando uma cultura particular, de modo que a maneira que optamos por fazer algo é tão certa quanto a maneira como os outros à fazem. Este é o ensinamento segundo Fearn (2004) dos relativistas, sendo que para eles tudo é relativo, tudo não passa de uma questão deopinião, seguindo de acordo com um sistema cultural particular.
Protágoras é conhecido como o primeiro relativista da história, sendo considerado como o pai do relativismo. É dele a doutrina que afirma que “o homem é a medida de todas as coisas”, sendo que a única verdade existente é a percebida pelo homem. “não há verdade exceto aquela percebida pelo homem” (FEARN, 2004, p.18).
Segundo o autor,a verdade é algo relativo, tudo é relativo, o que é bonito para uns pode não ser para outros, sendo assim, as diferentes concepções existentes de cada indivíduo não deixam de ser verdade. Percebe-se então a ocorrência de um paradoxo na defesa do relativismo, sendo que este defende a idéia de que a verdade é a concepção de cada individuo, onde todos tem direito à dar sua opinião. Certamente se édito que o relativismo é incorreto, essa opinião não deixaria de ser verdadeira. Segundo Fearn para que a defesa do relativismo venha ser formulada sem paradoxo, é necessário dizer que “o relativismo é tão falso quanto é verdadeiro, ou desenvolver uma argumentação especial em prol de sua verdade” (FEARN, 2004, p.21).
Contudo, de acordo com Fearn, “as verdades não são verdadeiras ou falsas em si,...
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