Ficha do livro: segundo tratado sobre o governo civil - john locke

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FICHA DO LIVRO: SEGUNDO TRATADO SOBRE O GOVERNO CIVIL - JOHN LOCKE

I

1. Para o homem, a escravidão é um estado tão vil, tão miserável e tão diretamente contrário ao temperamento generoso e à coragem de nossa nação, que é dificil imaginar que um cavalheiro poderia advogar em seu favor.
2. (O livro, o Decálogo) Se baseia em "Todo governo é uma monarquia" e "Nenhum homem nasce livre".
3.Desde que surgiu no mundo uma geração pronta a lisonjear príncipes formulando a opinião de que são investidos de um direito divino de exercer o poder asboluto. (…) essas pessoas negaram à humanidade seu direito a liberdade natural.
5. (Citando do autor Sir Robert Filmer) "Os homens não nascem livres, está então excluido que jamais tenham tido a liberdade de escolher governantes ou formas de governo,pois jamais escravos puderam reivindicar um contrato ou um consentimento; Adão era monarca absoluto e, da mesma forma, todos os príncipes desde então."

II - DO PODER PATERNO E REAL

6. A grande tese de Sir Robert Filmer é que "os homens não são naturalmente livres"
Ele nos garante que esta "Paternidade" teve inicio na pessoa de Adão, prosseguiu seu curso, manteve a ordem no mundo durantetoda a era dos Patriarcas até o diluvio, saiuda arca com Noé e seus filhos, estabeleceu e sustentou todos os reis da terra até o cativeiro dos israelitas no Egito e então a pobre "paternidade"ficou no porão até o dia em que, "dando reis aos insraelitas, Deus restabeleceu o direito antido e fundamental da sucessão ao governo paterno em linha direta" Deus disse "Honra teu pai e tua mãe", mas nossoautor (Sir Robert FIlmer) se contenta com a metade; deixa de lado pura e simplesmente "tua mãe, como se fosse de pouca utilidade para o seu propósito.
7. Talvez Sir Robert temesse que esta "autoridade paterna", este poder dos pais e dos reis, evocasse um personagem estranho e aterrorizante, muito diferente deste que os filhos imaginam seus pais, ou os súditos de seus reis, se ele nos desse a dosetoda de uma só vez.
8. De início, ele nos diz que, como Adão dela estava investido, "não somente Adão, mas os patriarcas sucessivos, tinham por seu direito de paternidade uma autoridade real sobre seus filhos". "Este dominio sobre o mundo inteiro, que Adão exercia por obediencia e do qual os patriarcas desfrutavam como se tivessem recebido dele por transmissão legitima, se igualava, por suasdimensões e por sua amplitude, à soberania absluta de todos os monarcas que existiram desde a criação"
9. Esta "autoridade paterna"ou este "direito de paternidade", no sentido do nosso autor, é, pois, um direito de soberania divino e inalterável, em virtude do qual o pai ou o príncipe exercem um poder absoluto, arbitrário, sem limites e que não se pode limitar, sobre a vida, a liberdade, o destinode seus filhos ou súditos, de tal maneira que podia tomar ou alienar seus bens e vender, castrar ou utilizar suas pessoas como bem entendesse, porque todos são seus escravos, enquanto ele é o senhor e o proprietário de todas as coisas e sua vontade ilimitada lhes serve de lei.
11. Entretanto, percorrendo o conjunto da obra, não recolhi grande coisa que se dirija neste sentido (ele quer dizer quenão tem provas); o fato é supostamente aceito sem provas.

III - DO TÍTULO DE ADÃO À SOBERANIA PELA CRIAÇÃO

15. Não experimento qualquer dificuldade em supor que a humanidade seja naturalmente livre, ainda que eu sempre tenha acreditado que "Adão foi criado".
16. "Desde que Adão foi criado, tornou-se proprietário do mundo, porque a lei da natureza lhe concedia o direito de governar suaposteridade". Esse raciocinio encerra dois erros claros:
18. (o autor diz) Adão foi encarregado do governo em potência, mas não em ato”; eis um meio bem elegante de governar sem governo, de ser pai sem filhos e de ser rei sem súditos.
19. Ou seja, na realidade rei nenhum.
20. Idéias incoerentes e hipóteses que não vêm acompanhadas de nenhuma prova, se as reunirmos de uma bela

Segundo Tratado...
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