Fascismo

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  • Publicado : 26 de setembro de 2012
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O FASCIMO

O que o fascismo rejeita em primeiro lugar é a sociedade liberal do século XIX, inspirada pela filosofia das luzes, transposta politicamente na Revolução Francesa. O fascismo não crê que os homens sejam iguais, nem que o homem seja naturalmente bom.
O fascismo também rejeita:

1. A democracia, considerada podre porque, sendo um regime de fraqueza dominado pelos grupos depressão, é incapaz de salvaguardar o interesse nacional;
2. O parlamentarismo, considerado um jogo estéril, de um verbalismo alheio às realidades da nação;
3. O pluralismo dos partidos, considerado como um gerador de divisões e discussões inúteis;
4. A escolha, pelo povo, dos dirigentes políticos, considerada uma nociva quimera;
5. O individualismo; os direitos do homem e a dignidadehumana, porque o indivíduo não tem nenhum direito, apenas existe pela comunidade na qual se integra, precisando ser enquadrado e comandado.
6. A sociedade liberal, porque a liberdade degenera em licença, e a licença em enfraquecimento da coesão do grupo; o grupo tem o direito de punir aqueles que recusam agregar-se--lhe; a justiça não tem como objetivo defender o indivíduo, mas sim velar pelaintegridade do grupo, aplicando sanções àqueles que a prejudicam;
7. O comportamento comandado pela razão, que abafa o impulso vital; o fascismo é uma reação antiintelectualista, uma desforra do instinto; prega o culto da ação, proclama a virtude da violência.
8. Ao mesmo tempo, o fascismo combate o socialismo marxista, porque este é fundado na luta de classes e conduz à divisão eenfraquecimento do grupo social. Censura também a liberdade econômica, o laissez faire, que permite aos fortes esmagar os fracos, em detrimento da coletividade, e muitas vezes esconde o domínio de um povo pobre por outro mais rico.

AS AFIRMAÇÕES DO FASCISMO

O fascismo é em primeiro lugar um nacionalismo exacerbado. A nação, sagrada, é o bem supremo. O seu interesse exige uma tripla coesão interna,política, social e étnica, e exige também a supressão dos antagonismos que a dividem e enfraquecem. O fascismo repudia a época que o precedeu - proclama-se revolucionário - e procura os seus modelos num passado da nação mais ou menos mítico - a germanidade, a latinidade, a hispanidade, o helenismo, a francidade, etc. Nesta idade de ouro, a nação era pura de qualquer elemento alheio; para purificar denovo, o fascismo é xenófobo, racista, e, ao fim e ao cabo, anti-semita. Povo, Nação, Raça, exprimem então a mesma realidade histórica.
O nacionalismo fascista é altivo e ambicioso; não há fronteira que não pretenda violar; há sempre um tratado qualquer que quer rever e algum território que pretender recuperar. O fascismo vai acabar naturalmente no imperialismo. Ridiculariza o pacifismo dosbalidos, a começar pela Sociedade das Nações; exalta a aventura, o soldado, a luta; às soluções negociadas, prefere o "diktat" da vitória. Contém em si a guerra, como a nuvem negra contém o raio.
Para que a nação tenha a certeza de poder viver e prosperar, o Estado deve ser forte e autoritário. A centralização suprimirá os particularismos locais; o Estado fará prevalecer o interesse coletivo sobre osdos indivíduos, dos grupos profissionais ou das classes sociais. O Estado será policial e a justiça estará às suas ordens; o acusado será julgado pelas suas intenções e "moralidade política", mais do que pelos seus atos; o tribunal fascista eliminará as impurezas nacionais.
Este Estado forte encarna-se em um chefe, providencial, guia e salvador da nação, erguido da massa pelo impulso de suapersonalidade; a sua palavra é lei e é também a verdade. Não há grupo fascista que não faça sacrifício ao culto do chefe. O culto ao chefe traduz-se pela difusão ilimitada da sua imagem nas paredes ou no cinema, nas mostras, nos lugares públicos e nas casas, sorridente, amistoso e protetor, outras com ar duro e tenso, o mais das vezes fardado.
Entre o chefe e o povo está o intermediário, isto é, o...
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