Farmacologia

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  • Publicado : 9 de fevereiro de 2013
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A utilização de princípios ativos de vegetais e minerais, fundamento da farmacologia, é muito antiga. Os egípcios já recorriam a substâncias como o ópio, com função hipnótica, ou a beladona, como narcótico.

Farmacologia (do grego pharmakon, "medicamento" e logos, "estudo"), é o estudo das drogas, dos medicamentos e dos venenos, sob os aspectos de sua obtenção, preparação, ação e efeitos nosorganismos vivos. Seu estudo e métodos de investigação se apóiam em outras ciências - matemática, física, química e biologia - e em muitos de seus ramos, como estatística, físico-química, biofísica, bioquímica, ecologia, genética, botânica, zoologia, patologia, anatomia e, principalmente, fisiologia - do homem, dos animais, dos vegetais e dos microrganismos.

Com um campo tão abrangente, afarmacologia comporta divisões e subdivisões. Seus ramos principais são: (1) farmácia, que trata da obtenção, preparação, conservação e padronização dos medicamentos; (2) farmacognosia, identificação dos princípios ativos naturais dos medicamentos de origem vegetal e animal; (3) toxicologia, que estuda os agentes tóxicos e venenos, seus efeitos e mecanismos de ação sobre os organismos vivos e desempenhapapel importante no terreno médico-legal e na medicina do trabalho; (4) farmacodinâmica, estudo das ações, dos efeitos e do destino dos medicamentos no organismo vivo; (5) posologia, que estuda as doses dos medicamentos; (6) quimioterapia, utilização de agentes químicos no tratamento de doenças; e (7) terapêutica, que no sentido mais amplo é o emprego de diferentes técnicas no combate às doenças.Histórico

O homem sempre procurou, com oferendas, sacrifícios e invocações, acalmar a ira das divindades e delas obter complacência, alívio e cura de seus males. Ao mesmo tempo, porém, tentou encontrar na natureza recursos para afastar as doenças e minorar ou anular seus efeitos maléficos. Receitas para o preparo de medicamentos aparecem numa placa de argila com cerca de cinco mil anos,encontrada em escavações realizadas na Suméria. É o documento farmacológico mais antigo que se conhece. O papiro de Ebers (de 1500 a.C.) contém uma lista de medicamentos, entre os quais alguns com propriedades reconhecidas na atualidade, como o ferro, usado para combater anemias. Também entre babilônios e assírios, chineses, indianos, povos incas e pré-incaicos era comum a utilização de plantas comfins curativos.

A medicina européia caracterizou-se, até o século XVI, por grande apego às doutrinas dos clássicos gregos, sobretudo as de Galeno, aceitas como absolutas por mais de um milênio. Galeno acreditava que a cura dependia da associação de muitos medicamentos, pois se supunha que as doenças atingiam sempre mais de um órgão ao mesmo tempo. O primeiro a combater o galenismo foiParacelso, que no século XVI adotou novos medicamentos e preconizou o emprego do medicamento único, de acordo com a norma contraria contrariis curantur (os contrários se curam pelos contrários), contra a causa produtora da doença. Paracelso combateu também veementemente a escola árabe, principalmente representada na monumental obra sobre medicina de Avicena, Cânon, cujo quinto volume é inteiramentededicado à farmacologia.

Embora o estudo da estrutura e das funções orgânicas evoluísse nos 300 anos seguintes, a terapêutica permaneceu mais como arte que como ciência. Em fins do século XVIII e início do século XIX, Samuel Hahnemann reagiu à imprecisão da farmacologia com a criação da escola homeopática, cuja doutrina se apóia no aforismo similia similibus curantur (semelhantes se curam pelossemelhantes).

Em 1803, o farmacêutico alemão Friedrich Wilhelm Sertürner conseguiu isolar a substância responsável pela ação hipno-analgésica do ópio (látex da papoula), à qual deu o nome de morfina. Foi o primeiro de uma longa série de princípios ativos isolados a partir de vegetais. O conceito de investigação sistemática da ação das drogas, porém, somente apareceu em 1850 com François Magendie....
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