Experiencia nao familiar

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  • Publicado : 10 de outubro de 2012
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Relato de Experiência Não-Familiar

Visita ao Templo da Igreja Universal do Reino de Deus


Antes de ter realizado essa visita, eu pouco conhecia sobre essa igreja, e esse pouco era baseado em notícias veiculadas tanto pela televisão quanto por revistas semanais. Sabia que as pessoas que a freqüentavam eram pessoas de pequeno poder aquisitivo e que, ao pedido dos pastores que realizavamas celebrações, davam ofertas que representavam uma significativa porcentagem do seu salário, mas que representavam, para os fiéis, a força da sua fé. Também conhecia pouco sobre o seu fundador, Edir Macedo, que, além de ser dono dessa igreja, é dono inclusive de um canal da televisão aberta. Acredito ainda que o fato de a minha educação religiosa ter sido baseada exclusivamente na doutrinacatólica me levou a fazer algumas comparações durante essa visita.
Logo que cheguei ao templo da Avenida Júlio de Castilhos, um senhor que estava nos recepcionando ofereceu uma chave de papel como convite para participar do Jejum das Causas Impossíveis que se realizaria no dia seguinte, usando como argumento o fato de que aquela chave é tão importante quanto a chave de casa: se perdemos a chave da nossacasa, não podemos nela entrar; se perdesse a chave que me foi oferecida, não voltaria à casa do Pai.
O templo é enorme. No alto das paredes laterais, há vitrais alternando figuras de uma cruz e uma estrela de Davi. No teto, sobre o caminho central que há entre os bancos, há um enorme vitral de uma cruz. Há uma série de bancos, todos confortáveis, de modo que todos que assistissem à celebração deduas horas pudessem ficar bem acomodados. O altar fica centralmente ao fundo; alto de modo que todos que estivessem no templo pudessem enxerga-lo. Na parede atrás do altar, há vitrais mais coloridos, com figuras de pombas, que simbolizam o Espírito Santo, de outros símbolos e de paisagens amenas, com árvores e campos extensos. Sobre o altar, havia um órgão; um bambu, um recipiente contendo azeitee um castiçal sobre uma mesa; também havia dois recipientes sobre o altar contendo papéis verdes e brancos. Sobre e ao lado do altar, havia pessoas uniformizadas e bem trajadas; eram pastores (na ordem de 10 pessoas) que ajudavam o Pastor que conduziu a celebração (trajado de preto, porém vestia o mesmo estilo de roupa dos outros pastores).
O Pastor deu início à cerimônia com uma música, ao quetodos no templo se puseram de pé e cantaram. Depois dessa música, o celebrante dirigiu-se aos fiéis – entretanto, sem sair do altar uma vez sequer durante toda a celebração -, principalmente àquelas pessoas que acreditavam que receberam um forte mal em sua vida. Ele chamou essas pessoas para diante do altar, e então muitos fiéis saíram dos seus lugares e formaram um aglomerado. O Pastor disse que,se essas pessoas sofriam por ter uma empresa levada à falência, por ter um filho drogadito, por ter um casamento desestruturado e por ter uma doença que atingiu a si próprio ou a um ente querido, era devido à presença de um demônio em sua vida. Ele explicou, por meio de uma analogia com um leão, que o inimigo dessas pessoas (a presença de um demônio em suas vidas) era forte e corajoso, e que,portanto, para enfrentar e vencer esse inimigo, essas pessoas deveriam ser fortes também. Usando de outra analogia para explicar aos fiéis como eles deveriam ser mais fortes, o Pastor valeu-se do exemplo de soldados na batalha, pois eles gritavam antes de lutar com o inimigo para amedronta-lo. Isso fazia sentido na celebração, uma vez que esta reunião de sexta-feira era o “dia da guerra”, pois osfiéis não se reuniam nesse dia para ler e meditar a Bíblia e para receber o Espírito Santo. Depois disso, o celebrante relatou alguns testemunhos sobre espíritos malignos e falou que sabia da presença de demônios dentre algumas pessoas que estavam naquela celebração, aproximadamente 10 dentre o aglomerado, e as apontou pedindo para manifestarem-se. Elas então começaram a gritar e a contorcer-se, e...
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