Europa e as crises atuais

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ITPAC-Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos

TABALHO PARA SUBSTITUIÇAO DE NOTA DA 1º AVALIAÇÃO
Aluna: Dianna Gomes de Meneses
Profeº: Genivaldo Carvalho8º período de Administração
Tópicos especiais de Administração

Araguaina-To
Novembro-2011

Influência do Mercado Europeu com Relação as Crises Atuais

A crise atual na Europa é consequência dafragilidade fiscal de alguns países da região, como a Grécia, cujos governos gastam mais do que arrecadam, e que apresentam endividamento elevado e crescente. Os investidores temem que estes países tenham dificuldade em manter esta situação por longo tempo, o que poderia levar a um default (calote) de seus títulos de dívida.
Os países europeus e o FMI anunciaram, de forma preventiva, um pacotede ajuda de US$1 trilhão (750 bilhões de euros) para assegurar que haverá liquidez para os títulos dos países em crise. O pacote preventivo minimizou as chances de uma crise financeira na região, porque assegura a rolagem da totalidade dos títulos dos países mais expostos da região até o fim de 2012.
Este pacote preventivo, apesar de não estar totalmente aprovado, acalmou osmercados e contribuiu para a redução dos temores de que poderia haver dificuldades no refinanciamento ou mesmo default de alguns países europeus, o que traria implicações negativas para bancos da região.
A União Europeia ordenou que todos os países da região, principalmente aqueles mais expostos à crise (com maior déficit nas contas públicas), ajustassem suas contas públicas, reduzindodéficits de acordo com os padrões desejados nas regras da região.
Isto implicou anúncios de medidas de cortes de gastos públicos e ajustes nos orçamentos de países com Grécia, Portugal e Espanha (entre outros), de forma a melhorar suas contas públicas. Estas medidas são complementares ao pacote de ajuda financeira, e servem para assegurar que os países com pior situação melhorarão suacondição financeira futura, reduzindo riscos de calote.
Os anúncios de cortes nos gastos públicos de países da União Europeia repercutiram negativamente na expectativa do mercado financeiro quanto à recuperação da economia da Europa nos próximos trimestres. Esta perspectiva negativa quanto à expansão menor ou negativa do PIB europeu também contribuiu para quedas nas bolsas europeias.Menores gastos públicos poderão inibir a atividade econômica nos países da Europa, fazendo com que o PIB da região cresça menos ou mesmo volte a apresentar queda nos próximos períodos.
Consequência direta da crise na Europa, o Euro desvalorizou-se quase 10% em maio, ante o dólar, e perde quase 15% do seu valor em 2010. Um Euro fraco dificulta as exportações dos EUA, Japão e Chinapara a Europa, prejudicando indiretamente a economia destes países – um efeito negativo pequeno, dado que o mercado interno (consumo ou investimentos) é o principal motor da economia destes países.
Por outro lado, de forma positiva, países europeus exportadores, como Alemanha e Itália, se beneficiam da queda do Euro. A queda do Euro gera também impactos negativos nos preços dascommodities mundiais, cotadas em dólar, contribuindo também para reduzir a demanda europeia por produtos básicos, que se tornam mais caros.
Não é a toa que a China tem se queixado bastante, enquanto a Alemanha e a França não têm se preocupado tanto.
O pacote preventivo de apoio aos países mais afetados, anunciado pela economia europeia, foi suficiente para assegurar a liquidez da rolagem...
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