Europa na epoca dos nacionalismos

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  • Publicado : 6 de dezembro de 2012
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Europa em chamas.

A população e o tamanho das grandes cidades aumentavam de uma forma nunca vista. A produção industrial e o comércio internacional se multiplicavam. Parecia um grande triunfo. Mas nem todos participavam desse progresso. Grande parte da população européia vivia em estado de penúria, situação que muitos atribuíam ao desenvolvimento do capitalismo industrial.

A classetrabalhadora das fábricas cresceu vertiginosamente, mas ainda não tinha uma organização de fato. As monarquias continuavam a ser forma predominante de governo na Europa, algumas delas ainda absolutistas. O liberalismo estava em ascensão. A consciência política das massas populares havia sido despertada com a Revolução Francesa, e o grande medo dos governos era que elas se rebelassem.

O mundo europeuocidental passava por uma crise social e política, em 1848, culminou no que chama de Primavera dos Povos – movimentos revolucionários em várias cidades européias , iniciadas pelas massas populares, cada um com problema específicos.

A França entre dois Napoleões.


Após a derrota definitiva de Napoleão Bonaparte, em 1815, o poder voltou à dinastia dos Bourbons, com Luís XVIII. Inaugurou-se,então, um período de grande ambivalência política entre o liberalismo introduzido pela Revolução de 1789 e os anseios restauradores do Antigo Regime encarnados na própria lei.

O reinado de Carlos X, sucessor de Luís XVIII em 1824, foi o ultimo suspiro dos Bourbons na França : suas tentativas de reviver o Absolutismo, em 1830,rompendo a liberdade de imprensa , e dissolvendo a Câmara , levaram àmobilização popular, com grande participação classe trabalhadora e da pequena burguesia de Paris, em geral favoráveis à implantação de um regime republicano.

O estopim da crise política foi a crise agrícola dos anos 1845-46 : uma série de más colheitas que assolou não só a França, mas também outros países do norte europeu, gerando carestia e aumento de preços. O protesto social se desdobrou emreivindicações políticas: exigência de reformas parlamentares e , sobretudo, a introdução do voto universal masculino.

Luis Filipe abdicou e fugiu. De nada valeu a tentativa da família real de passar a coroa ao neto do rei foragido, pois a pressão popular foi mais forte, levando a proclamação da Segunda Republica francesa (1848-1852). simbolicamente, o povo , em praça publica, pôs fogo no tronoreal.


-A breve Segunda República.


Os revolucionários criaram um governo provisório, composto principalmente por republicanos, mas também por socialista. O grupo majoritário pretendia substituir a monarquia por uma republica democrática, com voto universal. Outros integrantes, como o socialista Louis Blanc, propunham mudanças mais profundas, com criação das oficinas nacionais- fábricascom capital estatal geridas pelos próprios operários.

O voto universal masculino foi aprovado, o que ampliou o número de eleitores de 240 mil, em 1830, para mais de 9 milhões, em 1848. Em abril, realizaram-se eleições para a Assembléia Constituinte, com os republicanos moderados obtendo maioria, superando socialistas – o Partido da Ordem elegeu quase 600 deputados, enquanto socialistas erepublicanos radicais não chegaram a eleger 100. a vitória dos moderados demonstrava que a população preferia os líderes mais tradicionais, não apenas no meio rural, mas também em Paris.

A vitória dos conservadores na Assembléia Constituinte indicava que algumas decisões do governo provisório que beneficiavam os trabalhadores seriam suprimidas, entre elas as oficinas nacionais. Os operários começarama protestar.

Em novembro de 1848, a Assembléia promulgou a nova Constituição da França. O regime tornou-se presidencialista. O Legislativo tinha apenas uma Assembléia Nacional. Tanto o presidente quanto os deputados eram eleitos pelo voto universal e direto.

um dos candidatos a presidente era Luís Napoleão Bonaparte, filho do ex-rei da Holanda, Luis Bonaparte, irmão caçula do imperador...
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