Estudos das humanidades

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
ESTUDOS DAS HUMANIDADES
SEMESTRE 2012.1
PROFESSOR FERNANDO GIGANTE FERRAZ
TURMA 05 – PF3/203


O QUE É O HOMEM?
AS QUATRO CONCEPÇÕES DO HOMEM


A pergunta concludente sobre o tema é a primeira e principal pergunta da filosofia considerada importante, segundo o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804). Evidentemente, não se trata de pesquisar todas asperguntas sobre as concepções possíveis do homem, mas de preservar a importância teórica na história das ciências e pela sua medida prática, moral ou política. Na longa caminhada da humanidade, o homem fez de si próprio as mais diversas representações, dependendo das situações e dificuldades enfrentadas na luta pela sobrevivência e na tentativa de explicar o mundo que o cerca.

As quatroconcepções do homem.
I. A CONCEPÇÃO ANTIGA.
• A definição de Aristóteles (384-322 a.C.)
Aristóteles não acreditava no mundo ideal e ensinava que só existe o “mundo sensível” (o que se pode, ver, ouvir, tocar). Para o filósofo, só se conhece alguma coisa a partir da própria sensibilidade e as ideias são apenas o resultado do que se pensa ao sentir um objeto: a mente distingue os objetos conforme ascaracterísticas sensíveis próprias a cada um deles – forma, cor, tamanho... Aristóteles considerou três características – espaço, tempo e movimento -, muito importante para se compreender e também explicar o mundo. E, já que para explicar se usam palavras, criou um sistema de lógica* como método de explicação. Segundo Aristóteles, o logos se ocupa com a estrutura do pensamento e investiga a adequaçãodo raciocínio à realidade. Há mais de dois mil anos, sempre foi dito que o filósofo Aristóteles definiu o homem como “animal político” ou “animal racional”, mas ele não fala precisamente em animal, antes em “zôon”, em “ser vivo”. Porém, um ser vivo que almeja viver bem, alcançar a essência de ser um homem ideal, digno de ser feliz, fazendo o bem a outrem, caracterizando um ser social e, maisexatamente um ser político.

II. A CONCEPÇÃO CLÁSSICA.
• A refutação do matemático e filósofo francês René Descartes sobre a “definição aristotélica do homem”.
No século XVI, René Descartes (1596-1650), também sabido pelo nome latino de “Cartesius” (daí seu pensamento ser conhecido como “cartesiano”), foi considerado o “pai da filosofia moderna”. Nas obras Discurso do método e Meditaçõesmetafísicas trata do problema do conhecimento. O filósofo anunciou uma nova concepção de saber, o “racionalismo”, ao afirmar que o real, o legítimo, é só aquilo que o homem pode conhecer como conhece as noções matemáticas; através da razão, do raciocínio lógico. Para o racionalismo, o conhecimento é adquirido através da razão, das faculdades intelectuais, independendo dos sentidos físicos. O ponto departida para a construção de seu sistema filosófico é a certeza de que se duvido, penso; se penso, existo: “Cogito, ergo sum”, “Penso, logo existo”. Mas este “eu” cartesiano é puro pensamento. Assim, Descartes estabeleceu uma relação necessária entre uma definição do homem e as ciências da natureza. Ele defendia o inatismo - isto é, uma teoria que afirmava existirem ideias inatas na inteligência. Ohomem seria uma “coisa pensante”. Nasceria com certas ideias que aos poucos iriam “aflorando” à consciência e constituiriam as verdades gerais do universo. A partir delas, o homem poderia entender os fenômenos particulares apresentados pelos sentidos. O processo de raciocínio empregado por Descartes é fundamentalmente a “dedução”, que consiste no proceder de conceitos gerais para chegar a noçõesparticulares. Um dos exemplos de dedução está presente no seguinte raciocínio:
1. ”Todos os homens são mortais [conceito geral]; Sócrates é um homem [dado particular]; logo, Sócrates é mortal [conceito particular]”.
2. “Quando mergulhamos um corpo num recipiente cheio de líquido, o volume do líquido deslocado corresponde ao volume do corpo”. [No século III A.C., esse princípio da lógica foi...
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