Estudo de caso korea

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  • Publicado : 28 de maio de 2011
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Estudo de Caso Ilustrado
Lucky-Goldstar: Administração, Estilo Coreano
Quando as companhias japonesas começaram a fabricar nos Estados Unidos, muitas pessoas riram de algumas de suas esquisitices empresariais, como os exercícios, antes do trabalho, mas os analistas ficaram também abalados com a eficiência do estilo japonês de administração. Agora estão chegando os coreanos, instalando suaspróprias fábricas e trazendo sua versão de "harmonia" administrativa. Dúzias de organizações sul-coreanos já abriram escritórios nos Estados Unidos e duas iniciaram operações e fabricação. O Grupo Lucky-Goldstar abriu em 1983 uma fábrica de aparelhos de televisão a cores em Hunstville, no Alabama e agora está alvoroçado com planos de expansão. Em 1985, o Grupo Samsung também começou a produzir TVs acores, numa fábrica em Roxbury Township, em Nova Jérsei. Apostando na possibilidade de fabricar com lucros nos Estados Unidos, exatamente quando os industriais americanos reclamam amargamente e até mesmo vão para outros países por causa da competição estrangeira, os coreanos contam com a capacidade de fundir aos métodos americanos seu estilo tradicional de administração. O estilo coreano ésemelhante ao já bem mais conhecido estilo japonês apesar de especialistas dizerem que os coreanos dispõem-se mais a casar suas técnicas com os métodos americanos. A administração coreana estimula uma atmosfera familiar, onde os empregados interagem livremente com os executivos e compartilham um forte comprometi- mento com o sucesso da empresa. Agindo mais como um patriarca gentil do que como o presidenteda fábrica da Goldstar of América, P. W. Suh as- sumiu a tarefa delicada de enxertar em Dixie os princípios de administração coreanos. O Sr. Suh admite terem havido momentos constrangedores - como a relutância de alguns trabalhadores americanos em usar uniformes - mas empregados e administradores geralmente apreciam o resultado. "Você não acreditaria no que a Goldstar faz por nós", diz RacheiCothren, fazendo uma pausa em seu trabalho na linha de montagem. "Meu marido estava no hospital, para uma grande cirurgia, e alguns membros da administração vieram me apoiar o tempo todo. O Sr. Suh veio e ficou comigo na UTI, e trouxe livros e revistas." Essa imagem, cuidadosamente cultivada, de uma em- presa embuída de consideração que lembra uma família feliz, é característica do estilo coreano deadministrar. Mas essa consideração não é gratuita. Ela se destina a manter os sindicatos à distância e a estimular na força de trabalho o tipo de lealdade e de entusiasmo que irá gerar mais televisores por hora do que são conseguidos pelo estilo americano de administrar. Uma medida desse sucesso é a média de 1 % na taxa diária de absenteísmo na Goldstar, comparada com os 5% das empresas americanas.A idéia é importar métodos coreanos de administração, ao invés de televisores coreanos. Esses métodos estão associados a um milagre econômico que produziu nos últimos 25 anos um crescimento econômico na Coréia do Sul ainda mais acelerado do que no Japão. O crescimento coreano foi três vezes mais rápido do que o dos Estados Unidos. A principal arma no arsenal coreano é sua filosofia deadministração, o que os coreanos chamam de inhwa, ou harmonia. Na Coréia do Sul, a Lucky-Goldstar é um exemplo dessa teoria. "Se estivermos com pressa, podemos pedir aos empregados que tenham a consideração especial de fazer as coisas de modo diferente", diz D. H. Koo, presidente das operações internacionais para o Grupo LuckyGoldstar, explicando a abordagem coreana. "E eles vão atender. Mas nos EstadosUnidos, talvez eles não liguem se houver pressa." O Sr. Koo e seus colegas nas salas de diretoria da LuckyGoldstar desejam que os empregados da fábrica de Huntsville sejam solidários com a empresa e para isso estão tentando transplantar a inhwa. "Espero dedicação e lealdade no futuro, se ajudarmos a nossa família," disse o Sr. Suh, usando o termo "família" para se referir à sua força de trabalho....
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