Estudo de caso - iran - proliferacao nuclear

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  • Publicado : 29 de outubro de 2012
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Estudo de caso: Iran – Enriquecimento de urânio.

Uma das grandes polemicas que permeia as relações internacionais nos últimos anos e o caso do Irã, que segue inerte às pressões contra seu projeto nuclear, embora a comunidade internacional se baseie em princípios de segurança, o assunto é polemico e renomados especialistas no assunto divergem de opiniões, no caso objeto desse estudoutilizaremos como base a teoria neo realista de Keneth Waltz.

Segundo o autor Waltz a estabilidade advém dos mecanismos de balança de poder, em sua concepção e sistema bipolar e o mais estável, para melhor compreender a situação de constante polemica no oriente médio temos que levar em considerar o cenário internacional em que vivemos teoricamente um cenário de multipolaridade, entretanto se faznecessário uma analise de como - na pratica - o sistema, dito “multipolar” funciona.

Em recente artigo o autor destaca que a proliferação do Irã na verdade contribuiria para aumentar a estabilidade na região (oriente médio), pois a apesar de insucessos encontros de negociação entre Estados Unidos, Uniao Europeia e Ira, uma sensação de crise ainda paira na comunidade internacional e uma resoluçãoparece não existir.

“Diz-se muitas vezes, que o estado entre estados conduz os seus assuntos envolto na sombra da violência. Porque alguns estados podem em qualquer altura usar a forca, todos os estados tem de estar preparados para o fazer – ou então viver a mercê dos seus vizinhos militarmente mais vigorosos. Entre estados, o estado da natureza e um estado de guerra. Isto e dito não no sentidode que a guerra ocorre constantemente, mas no sentido de que, com cada estado a decidir por si mesmo usar ou não a forca, a guerra pode rebentar a qualquer altura. Quer seja na família, na comunidade, ou no mundo em geral, o contacto sem, pelo menos, conflito ocasional e inconcebível; e a esperança de que na ausência de um agente para gerir ou manipular as partes em conflito, o uso da forca serásempre evitado, não pode ser encarado de forma realista. Entre homens como entre estados, a anarquia, ou ausência de governo, esta associada à ocorrência de violência”.

Ora, se considerarmos a geopolítica do oriente médio notamos que militarmente forte são poucos os países, fator de grande relevância é a aliança e cooperação militar que existe entre EUA e Israel detentor do monopólio nuclearna região por mais de quatro décadas e o pivô da crise, segundo Waltz ”um Irã com armas nucleares seria provavelmente o melhor resultado possível do impasse e um dos mais propensos a restaurar a estabilidade no Oriente Médio”.

É nítido que há um grande interesse de nações “hegemônicas” que o Irã não se torne uma potencia nuclear, no sistema internacional atual temos - apesar da“multipolaridade” - uma grande potencia “hegemônica” militar, os Estados Unidos, que por questões de influencias no oriente médio teria essencialmente afetado seu papel de grande potencia e sua influencia na região diminuiria com o “equilíbrio” de poder (contrapeso) exercido pelo Irã, o protesto pela não proliferação do Irã ocorre principalmente através de Israel, grande aliado dos Estados Unidos no oriente.Waltz em seu artigo cria três cenários possíveis: “Primeiro, a diplomacia acompanhada de sanções poderia persuadir o Irã a abandonar busca de uma arma nuclear. Mas isso é improvável: O registro histórico indica uma inclinação de um país em adquirir armas nucleares pode ser dissuadido raramente. A exemplo da Coreia do Norte, que conseguiu construir suas armas, apesar de inúmeras rodadas de sançõese resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Se Teerã decidir que a sua segurança depende da posse de armas nucleares, as sanções serão inúteis”.
“O segundo resultado possível é que o Irã não chega a testar uma arma nuclear, mas desenvolve uma capacidade de fuga, a capacidade de construir e testar um bem rapidamente. Essa capacidade pode satisfazer as necessidades políticas internas dos...
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