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RESENHA CRÍTICA
BAUMAN, Zygmunt. Vida para Consumo; A transformação das pessoas em mercadoria. Trad. Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zaha, 2008. p.7-35.

O autor inicia seu livro pontuando aspectos relevantes que norteiam o mercado consumidor, o mundo virtual e as relações sociais, irá retratar a transformação do ser humano em mercadoria. Expõe três diferentes casos selecionados dojornal britânico The Guardian: No primeiro expõe o crescimento gigantesco das redes de relacionamentos virtuais; a instabilidade destes sites que facilmente são substituídos por novos; como as diferentes sociedades perpassam esta realidade e como tudo isso reflete no posicionamento do indivíduo neste mundo moderno, pois aqueles que ainda não se integraram a estes sistemas se encontramdesatualizados e fora do contexto ‘social’. Ele aborda a tendência hoje cada vez mais forte da visibilidade de si, onde as mesmas se exibem, crianças, adolescentes, jovens e adultos tem um perfil em sites de rede, possibilitando assim o contato on-line com o mundo. Cada vez mais as pessoas estão utilizando deste meio de comunicação como uma maneira de serem vistos, exibindo fotografias, imagens, o maisíntimo de suas vidas, seus desejos, vontades, “os adolescentes equipados com confessionários eletrônicos”, muitos desses jovens tem um mínimo de contato com pessoas de carne e osso, enfraquecendo assim os laços comunitários. E aqueles que prezam por sua invisibilidade, segundo o autor, “tendem a ser rejeitados”. Alguns usuários ainda acreditam que as “redes sociais” expressam sua liberdade de escolha,no entanto viver na sociedade moderna e não ter uma vida social eletrônica não é mais uma questão de escolha, mas uma necessidade, a morte social está à espreita daqueles que não se integram ao mundo cibernético, a exclusão aqueles que não aderem ao novo sistema é real, como se fossem suspeitos de um crime. No segundo caso o autor manifesta-se diante do um novo invento tecnológico no mercado,invento este que seleciona os clientes através de um sistema que detecta qual o perfil do cliente se rentável ou não a partir daí posiciona os mesmos em um nível de preferência para a empresa. O auto não julga a tecnologia por esta prática, mas relata como este software veio para auxiliar e facilitar a vida das empresas e seus colaboradores. Por outro lado vem a ser um fator de exclusão social tambémcausada pelo capitalismo, pois os menos favorecidos que não têm crédito na praça, não tem limite em cheque especial, não tem dinheiro, separando os bons consumidores dos consumidores falhos. Assim, como resultado da seleção negativa, só jogadores ávidos e ricos teriam a permissão de permanecer no jogo do consumo. E no terceiro, chama a atenção para um sistema de imigração britânica, baseado empontuações, assegurando assim a entrada e permanência no país de pessoas dotadas de conhecimentos e habilidades para tal. Aqui se mostra a necessidade de que estas pessoas construam uma mercadoria desejável e atrativa. E o produto que está disposto a promover e a por a venda no mercado não é outra coisa que eles mesmos. Basicamente é uma seleção de seres humanos para a ocupação em um dado território.Os sujeitos envolvidos são, ao mesmo tempo, vendedores e produtos. Desta maneira vai se excluir aqueles que são destituídos das habilidades que o país necessita.
O autor prossegue seu texto observando as relações entre estes três casos, como as pessoas de todas as formas são forçadas a se promoverem como mercadorias atraentes e desejáveis utilizando a ferramenta do marketing pessoal, para obterema atenção que tanto almejam. Bauman cita outros autores como Kracauer, Germaine que também há muitos anos atrás já apontavam as preocupações das pessoas em se manterem jovens, bonitas, etc. A partir daí outros pensadores também vão fazendo suas observações, a cerca dessa preocupação com a aparência, relações de trabalho, custo da mão-de-obra, regras do mercado de trabalho, mudança no cenário...
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