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RELATO DE CASO
HIDROPSIA FETAL NÃO IMUNE ASSOCIADA À PRÉ-ECLÂMPSIA: RELATO DE CASO¹
NONIMMUNE FETAL HYDROPS ASSOCIATED WITH PRE-ECLAMPSIA: CASE REPORT
Fábio André Souto LIMA², Cássia de Barros LOPES³, Viviane Jacob CHAVES³ e
Valéria Nascimento da Gama AZEVEDO²
RESUMO
Objetivo: descrever um caso de hidropsia fetal não imune associada à pré-eclâmpsia precoce, tendo como
causa primária aestenose da válvula cardíaca tricúspide fetal. Método: gestante com 29 anos, internada na
Maternidade da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA), com 23 semanas de gestação, com
o diagnóstico ultra-sonográfico de edema fetal generalizado, ascite fetal e edema de placenta e apresentando
pré-eclâmpsia leve. A vitalidade fetal se encontrava preservada com 150 batimentos cardíacos fetaispor minuto.
O teste de Coombs indireto era negativo, excluindo a hidropsia fetal imune. A gestação evoluiu com iminência
de eclâmpsia, sendo necessária a interrupção da gravidez por indução do parto com 24 semanas de gestação,
devido o risco materno. O feto nasceu sem sinais vitais e a necropsia registrou sinais de insuficiência cardíaca
congestiva e presença de estenose da válvulatricúspide. Conclusão: a hidropsia fetal não imune, apesar de
rara, impõe um conhecimento aprofundado para possibilitar uma avaliação mais cuidadosa dos fetos hidrópicos,
para que dependendo da causa da hidropsia, a intervenção precoce possa diminuir a mortalidade perinatal.
DESCRITORES: Hidropisia fetal não imune, pré-eclâmpsia, estenose válvula tricúspide
1
Trabalho realizado na Fundação Santa Casade Misericórdia do Pará/ Universidade do Estado do Pará
2
Professores do Estágio de Tocoginecologia da Universidade do Estado do Pará UEPA
INTRODUÇÃO
A h i d r o p s i a f e t a l n ã o imu n e (HFNI ) v em
assumindo um importante papel, devido o aumento
relativo de sua incidência, conseqüente à diminuição
progressiva dos casos de hidropsia fetal de natureza
imune, causadaprincipalmente pela aloimunização
devido o fator Rh. Essa diminuição decorre do uso
universal da imunoglobulina anti-Rh administrada em
todos os casos de abortamentos de mulheres Rh
negativas e no pós-parto de mães Rh negativas cujos
recém-nascidos são Rh positivos.
1,2
Para cada 1500 a 3500 recém-nascidos normais é
estimado que exista 1 caso de HFNI, dependendo do
fator etiológico quedeterminou a HFNI, a mortalidade
perinatal pode atingir até 90% dos fetos, sendo que em
30% dos casos ocorre morte fetal intra-útero.
3
A HFNI é uma síndrome que se caracteriza pelo
acúmulo de líquidos nas cavidades (derrame pleural e
ascite) e tecidos fetais (anasarca), edema de placenta e
polidrâmnio na ausência de aloimunização materna.
Constitui-se em uma verdadeira insuficiência cardíacacongestiva de manifestação intra-uterina.
4,5,6,7
Inúmeros são os fatores etiológicos implicados.
Os mais importantes são: anomalias ou arritmias
c a rdí a c a s , anoma l i a s c romos sômi c a s , anoma l i a s
pulmonares, alterações hematológicas infecções e
causas maternas.
4,7
Dentre as alterações cardíacas, as
ma i s c omu n s s ã o a s t a q u i a r r i t imi a s ,a l t e r a ç õ e s
anatômicas e miocardiopatias fetais. Das anomalias
c r omo s s ômi c a s , d e s t a c am- s e a s t r i s s omi a s d o s
cromossomas 18 e 21 e a síndrome de Turner. As causas
pulmonares mais freqüentes são: a malformação
adenomatosa cística, o quilotórax congênito e a
linfangiectasia pulmonar. A alfatalassemia e as
deficiências enzimáticas do eritrócitosão as causas
hematológicas mais freqüentes. Dentre as causas
infecciosas destacam-se citomegalovírus, rubéola,
herpes, sífilis, toxoplasmose e parvovírus B-19. Pré-
eclâmpsia, diabetes, anemia grave, hipoproteinemia e
a s í n d r ome d o e s p e l h o s ã o imp o r t a n t e s c a u s a s
maternas.
3,10
Recebido em 30.11.2005 - Aprovado em 28.06.20066 6 Revista Paraense de...
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