Estrutura organizacional

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Vantagem competitiva para micro, pequenas e médias empresas: clusters e APLs Competitive advantage to small and medium business: cluster and LPAs
Luciana Oranges Cezarino Marcos Cortez Campomar

Resumo As micro, pequenas e médias empresas, em decorrência da globalização e suas imposições, vêm buscando alcançar vantagem competitiva para sua sobrevivência no mercado. Muitas procuramassociar-se em redes locais como clusters e arranjos produtivos locais para enfrentar a concorrência com grandes empresas. Este artigo estuda, por meio de ensaio teórico, as vantagens dessa associação registradas na literatura nacional e internacional. Foram detectadas 14 vantagens, que se dividem em vantagens de poder de aglomeração e de compartilhamento de atividades e processos. O arquétipoelaborado servirá de base para estudos empíricos, a fim de ilustrar sua adequação à realidade das empresas participantes desse tipo de rede. Palavras-chave: Pequenas empresas; Redes; Clusters; Arranjos produtivos locais; Vantagem competitiva.

A globalização, fenômeno marcante e irreversível do fim do século XX e começo do XXI, tem como elemento catalisador a combinação do crescente movimento deliberalização e desregulamentação dos mercados (sobretudo dos sistemas financeiros e dos mercados de capitais) com o advento do paradigma das tecnologias de informação (LASTRES; CASSIOLATO, 1999). O desenvolvimento de novas tecnologias e sua difusão universal impõem um novo padrão de mudança institucional e de acúmulo de conhecimento (FREEMAN, 2000). Além disso, a competição baseada na inovaçãoderruba, a cada dia, barreiras tradicionais de comércio e investimento. É nesse contexto que pequenas empresas competem, buscando antes de tudo assegurar sua sobrevivência (MYTELKA, 1999). As micro, pequenas e médias empresas (MPME) sofrem impactos ainda mais intensos dos desafios competitivos contemporâneos. Estudos recentes demonstram como as MPME estão respondendo a esses estímulos. Um dos principaisachados é que sua competitividade pode ser acrescida da participação em aglomerações de firmas engajadas em atividades similares e até mesmo complementares – chamadas clusters (CANIELS; ROMIJN, 2003). Na literatura nacional, as aglomerações também são comumente chamadas de arranjos produtivos locais (APLs), entre outras definições menos freqüentes. Neste trabalho teórico, pretende-se aumentar oconhecimento a respeito das vantagens competitivas que a participação em clusters e arranjos produtivos locais proporciona às micro, pequenas e médias empresas industriais. A estrutura comporta, primeiramente, um levantamento



Artigo recebido em 1/2/2006 e aprovado para publicação em 23/4/2006.

de textos que balizam o pensamento a respeito do tratamento da vantagem competitiva naliteratura. Posteriormente, cita-se a importância mundial e nacional da micro e pequena empresa. Como complemento, apresenta-se a maneira pela qual as redes de empresas, mais especificamente os clusters e APLs, podem trazer vantagens para empresas desse porte.

Vantagem competitiva Pioneiro na discussão acerca dos diferenciais que promovem um aumento de fatias de mercado que algumas empresasconseguem alcançar ou lutam para isso, o termo foi concebido por Michael Porter, em 1989, no seu livro Vantagem competitiva. Ansoff (1965) inicia o debate sobre vantagem competitiva das empresas usando o termo numa acepção mercadológica, para descrever a vantagem derivada de perceber tendências de mercado à frente dos concorrentes e ajustar na mesma direção a oferta de uma determinada empresa. Em artigona McKinsey Quarterly, Allen (1978) descreveu a necessidade do planejamento estratégico com foco competitivo e como a GE vinha fazendo isso de forma determinada e com sucesso durante a década de 1970. O termo “vantagem competitiva” passa por uma visível evolução, envolvendo a unidade de negócios inteira e não apenas um produto (OHMAE, 1978; MORRISSON; LEE, 1979). South (1980) publica o artigo...
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