Espiritualidade liturgica

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FORMAÇÃO PASTORAL NA PARÓQUIA JESUS RESSUSCITADO

Tema: Espiritualidade Liturgica e a Música no Tempo da Quaresma, Semana Santa e Páscoa.


Liturgia é uma palavra da língua grega que quer dizer: Serviço do povo, Ação do povo, ação em favor do povo. É a ação de um povo, reunido na fé, em comunhão com toda a Igreja, para celebrar o Mistério Pascal – Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição deCristo, presente na Assembléia (fruto de uma vivência fraterna), oferecendo-se ao Pai como culto perfeito.

À luz da Constituição litúrgica “Sacrossanctum Concilium”, podemos dizer que é: “ uma ação sagrada pela qual através de ritos sensíveis se exerce, no Espírito Santo, o múnus sacerdotal de Cristo, na Igreja e pela Igreja, para a santificação do homem e a glorificação de Deus”(cf SC, 7).


O PAI, POR CRISTO E NO ESPIRITO SANTO, SANTIFICA A IGREJA, E POR ELA, O MUNDO; MUNDO E IGREJA POR SUA VEZ, POR CRISTO E NO ESPIRITO SANTO, DÃO GLORIA AO PAI.
(cf Puebla 917).


ESPIRITUALIDADE LITURGICA

“...a Liturgia é simultaneamente a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de ondepromana toda a sua força. Na verdade, o trabalho apostólico ordena-se a conseguir que todos os que se tornaram filhos de Deus pela fé e pelo Batismo se reúnam em assembléia para louvar a Deus no meio da Igreja, participem no Sacrifício e comam a Ceia do Senhor.” (SC 10).

A Liturgia é apresentada como cume e fonte de toda ação da Igreja. Sendo assim, a Espiritualidade do cristão é eminentementeuma espiritualidade litúrgica. Assim todas as chamadas “espiritualidades” devem haurir da liturgia a sua força e o seu sentido. Significa dizer que devemos ter como centro de nossa vida espiritual aquilo que a Igreja crê e celebra, a liturgia deve ser a nossa “devoção” por excelência, ou seja, o centro de nossa vida espiritual. È a partir da liturgia, do ela reza e celebra, que deve vir o sentidodos nossos outros momentos de oração comunitária e da nossa própria oração pessoal.


Os ministros inferiores
SC - 29. Os que servem ao altar, os leitores, comentadores e elementos do grupo coral desempenham também um autêntico ministério litúrgico. Exerçam, pois, o seu múnus com piedade autêntica e do modo que convêm a tão grande ministério e que o Povo de Deus tem o direito de exigir.
É,pois, necessário imbuí-los de espírito litúrgico, cada um a seu modo, e formá-los para executarem perfeita e ordenadamente a parte que lhes compete.



CANTO E MÚSICA NA LITURGIA

Quando a Igreja obteve a liberdade de culto, o canto alcançou grande desenvolvimento tanto que, em certo tempo, foi preciso organizá-lo. À frente desta organização esteve São Gregório Magno (séculos VI - VII). Comele nasceu o canto Gregoriano, que até hoje é uma das formas mais admiradas de música sacra.

A reforma litúrgica desejada pelo Concilio requer uma participação do povo (assembléia) de uma forma cada vez mais ativa nas celebrações litúrgicas. O canto constitui, depois da comunhão, o principal meio para favorecer tal participação. Portanto, diante da renovação conciliar não se podem conceber oscorais que "cantam para o povo". Nas Igrejas onde existem corais, é importante que cantem cantos com o povo. E é adequado e salutar que se tenha, nas celebrações e nas comunidades, um grupo que sustente e anime os cantos litúrgicos, que treine o canto e a participação do povo nas aclamações, fazendo ensaios prévios que façam a assembléia cantar e assumir a participação na "família de Deus". O canto éa forma normal de oração, e é um elemento fundamental do culto cristão e da Liturgia renovada pelo Concílio.

A SC no seu número 112 diz que "A finalidade da Liturgia é a glória de Deus e a santificação dos fiéis". Portanto, a música será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada à ação litúrgica, quer exprimindo mais suavemente a oração, quer favorecendo a unanimidade, quer,...
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