Escritores gauchos

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Autores Gaúchos Século XIX


Sociedade Partenon Literário
Fundada em 1868, na cidade de Porto Alegre. A sociedade se organizou nos últimos anos do Romantismo brasileiro. Apolinário Porto Alegre publicou O vaqueano em resposta a O Gaúcho, de José de Alencar.
Integrantes do grupo: Caldre e Fião, Carlos Von Koseritz, Apolinário Porto alegre,Bernardo Taveira Júnior, Lobo da Costa, Luis Alves de Oliveira Belo.
Grupo influenciado pela: Revolução Farroupilha; Guerra do Paraguai; Doutrina Positivista e movimento republicano e abolicionista. O Partenon Literário acabou em 1885. Ao grupo sucedeu um punhado de poetas parnasianos.

Regionalismo e pré-modernismo
Simões Lopes Neto
. Criador do regionalismo gaúcho, contou casospitorescos, lendas, costumes, hábitos, numa linguagem campeira tradicional.
. Características: oralidade, fixação do mundo gauchesco, relatos curtos (contos, casos e lendas).
. Obras: Cancioneiro Guasca (poesias); Lendas do Sul; Casos de Romualdo e Contos Gauchescos (livro composto por 18 contos mais Artigos de Fé do Gaúcho com o personagem Blau Nunes - genuíno tipo crioulo rio-grandense).Eduardo Guimaraens
O mais relevante dos poetas do grupo simbolista. Simbolista autêntico, sua poesia retrata a angústia do entardecer de outono e dos primeiros frios do inverno nos pagos do RGS.
Obras: Caminho da vida, de 1908 e A divina quimera, de 1916.
Amaro Juvenal
  O poema Antonio Chimango, escrito por Amaro Juvenal, narra em versos a trajetória de um jovem desajeitado, burro esubserviente, acolhido por piedade pelo padrinho estancieiro, o Coronel Prates. Apesar de ser um incapaz, Antonio Chimango é escolhido pelo padrinho para ser o capataz de sua propriedade, a Estância de São Pedro. A intenção do coronel é colocar no comando da fazenda uma pessoa obediente e sem iniciativa, para continuar governando. Com a morte do coronel, Chimango leva a fazenda à bancarrota.   Portrás desse enredo prosaico, esconde-se uma das mais brilhantes sátiras políticas já produzidas no país. Amaro Juvenal é, na realidade, pseudônimo do político gaúcho Ramiro Barcelos (1851-1916). No poema publicado em 1915, ele transforma o Rio Grande do Sul na Estância de São Pedro para ridicularizar o então presidente do Estado, Antônio Augusto Borges de Medeiros, transfigurado em Antonio Chimango.O Coronel Prates não é outro senão o presidente anterior, Júlio de Castilhos.
     Para compreender o poema, é preciso conhecer um pouco da política da época. Ao deixar o governo gaúcho, em 1898, Castilhos escolhe para suceder-lhe Borges de Medeiros. Com Borges sob suas rédeas, Castilhos continua, porém, sendo o mandachuva do Estado até sua morte, em 1903. Morto o chefe, Borges torna-se oprincipal líder gaúcho, boicota Ramiro e se perpetua no poder por quatro mandatos seguidos, por meio de eleições suspeitíssimas.

Século XX


Prosa modernista

Érico Veríssimo
. Pode-se dividir a obra em três ciclos:
1º CICLO: Romances urbanos, em que retrata a capital da província (Porto Alegre), a pequena cidade interiorana com personagens da pequena burguesia e problemasmorais e espirituais. Predominam tons poéticos e líricos, ternura e compreensão humana através do amor. Obras: Clarissa, Caminhos Cruzados, Música ao Longe, Um Lugar ao Sol, Olhai os lírios do campo, Saga e O resto é silêncio.
2º CICLO: É a vez do grande romance histórico O Tempo e o Vento, obra cíclica sobre a formação social do RS, constituída pela trilogia: O Continente, O Retrato e O Arquipélago.3º CICLO: Érico está voltado inteiramente para os grandes problemas que afligem a humanidade dos nossos dias: discriminação racial, ditaduras, perseguições políticas, o conflito capitalismo-comunismo, etc. São romances: O Senhor Embaixador, O Prisioneiro e Incidente em Antares.
Cyro Martins
Da geração de Érico Veríssimo, Dyonélio Machado e Mário Quintana. Enquanto Érico nos apresenta o...
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