Ernest Rutherford

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Ernest Rutherford


Os progressos da química, ao fim do século XVIII, haviam reedificado a teoria atômica sobre alicerces mais científicos do que as meras especulações de Demócrito. Mas a concepção ainda era algo ingênua, como se cada átomo fosse apenas um pedacinho invisível de matéria, com as mesmas propriedades da substância em que estivesse integrado. Quase cem anos se passaram, antesque as propriedades do átomo começassem a ser desvendadas.
Em fins do século XIX, já se havia detectado a presença do electrão, partícula atômica dotada da menor quantidade de eletricidade, em termos absolutos. Ernest Rutherford deu importante
contribuição para que a física atômica pudesse seguir o curso de evolução que a trouxe ao estágio de hoje.
O pai, um escocês que emigrara para a NovaZelândia, vivia de consertos de carruagens, na cidade de Nelson, quando Ernest nasceu, a 30
de Agosto de 1871. O futuro cientista era apenas o quarto filho do casal: outros nove viriam para minorar ainda mais o minguado orçamento da família.
Rutherford conseguiu iniciar uma fiação de linho e com ela prosperou. Não que enriquecesse. Mas pôde dispor de recursos para custear a educação de algunsfilhos,especialmente Ernest, que se destacava pela inteligência e versátil curiosidade
Quase todas as suas preocupações eram voltadas para o estudo, com uma importante percepção: Mary Newton, filha da viúva que mantinha a pensão onde Ernest morava
Rutherford, recentemente diplomado mas já possuidor de certa
reputação, candidatou-se ao lugar e foi escolhido. Para a longa viagem de Ernest, o paiteve que contrair dívidas e financiar parte do empreendimento. Em 1893, com 22 anos, Rutherford já se aprofundava em matemática e física, sob a
orientação de J. J. Thomson, descobridor do electrão.




(Rutherford em seu laboratório)

Ao estudar as radiações do urânio, Rutherford descobriu que elas eram de pelo menos duas naturezas diferentes, pois o feixe se dividia ao passar por umcampo magnético e cada parte seguia então sentido oposto ao da outra. Propôs que elas fossem designadas como radiação alfa e radiação beta, denominações que se mantêm ainda hoje.
O fato de serem sensíveis à ação magnética sugeria que essas radiações fossem constituídas por feixes de partículas carregadas eletricamente, uma pista fundamental para estudos posteriores.
Ernest pôde desposar, em1900, a noiva neozelandesa que o esperava desde os tempos de estudante universitário.
Eram radiações eletromagnéticas, como a luz e os raios X. Esse tipo de radiação recebeu o nome de raios gama, por causa da sua descoberta ter sucedido à dos raios alfa e beta.
A respeito dos raios gama, Rutherford formulou a hipótese de que a radioatividade, afinal, não se tratava de um fenômeno comum a todosos átomos, mas somente aos de certa
categoria, que se desgastavam continuamente, ao perderem energia com as partículas emitidas. Essa transformação de teor energético de tais átomos, naturalmente, implicava a idéia de que os elementos radioativos
Para verificação dessa revolucionária concepção da radioatividade, Rutherford empreendeu numerosas experiências, em colaboração com
Soddy. De taisestudos resultou o livro “Radioatividade”, tratado fundamental dos problemas referentes ao assunto, verdadeiro marco na história do progresso científico.
Rutherford recebeu convites que lhe permitiram deixar o Canadá
e voltar à Inglaterra, onde assumiu a direcção do laboratório universitário de Manchester, então um dos mais bem aparelhados do mundo. Aí, a partir de 1907, pôde colaborar comoutros físicos de renome
No apogeu do colonialismo, a Europa atravessava uma fase de prosperidade econômica, que permitia a aplicação de recursos econômicos para sustento de cientistas e financiamento de pesquisas.
Pierre e Maríe Curie haviam isolado o rádio e descoberto o polónio, dois produtos da desintegração natural de átomos de elementos de maior massa. Para Rutherford o urânio deveria...
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