Era vargas

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1 Autor: Prof. Ricardo dos Reis Neves

ERA VARGAS (1930-1945)
Getúlio Vargas foi um daqueles políticos amados por muitos e odiados por outros tantos. Talvez seja a figura de maior destaque na República e a mais presente na memória política do povo brasileiro. Inaugurou no Brasil o populismo, um modelo político de manipulação dos anseios populares, onde o governante cria elementos que oidentifique com as aspirações e com a vida desse povo sem, no entanto, pertencer a ele. Um modelo onde o governo se disfarça de popular, faz algumas concessões ao povo para, no fundo, atender aos desejos da elite que representa. Esse tipo de política, nascida na década de 30, se estendeu – com algumas exceções - até o Golpe Militar de 1964.

Getúlio Vargas A Era Vargas é dividida, tradicionalmente, emtrês fases: o Governo Provisório, o Governo Constitucional e a ditadura do Estado Novo. GOVERNO PROVISÓRIO OU REVOLUCIONÁRIO (1930-1934) Nessa fase, Getúlio adotou ares de ditador, não tanto quanto no Estado Novo, mas o suficiente para tentar consolidar a vitória da Revolução de 30. Tomou medidas autoritárias e, desrespeitando a Constituição, legislava por decretos. Apoiava seu governo em doisgrupos que, apesar de participarem como aliados no golpe que derrubou a República Velha, eram extremamente opostos, claramente antagônicos: os tenentes e as oligarquias agrárias. Para evitar um choque entre tais grupos, que colocasse em risco a estabilidade de seu governo, Vargas procurou agir como árbitro e mediador entre eles. Essa postura ficou conhecida como Estado de Compromisso. Principaismedidas no período: • • • • • • Dissolveu o Congresso Nacional, os legislativos estaduais e os partidos políticos. Anistiou os militares envolvidos nas revoltas tenentistas. Nomeou os chefes tenentistas como interventores para os estados, acabando com o cargo de Governador. Aumentou o poder de ação do Estado na esfera econômica, criando conselhos técnicos. Criação dos Ministério do Trabalho, Indústriae Comércio para funcionar como conciliador nas relações entre patrões e empregados. Criação do Ministério da Educação e Saúde.

O discurso inicial de Vargas previa que seu governo seria provisório, duraria apenas o tempo suficiente para moralizar a política nacional e convocar novas eleições. Porém, onde se escreve provisório, leia-se permanente. Seu governo se arrastava, sem dar o menorindício de novas eleições. Além disso, alguns setores políticos ficaram insatisfeitos, também, com a demora do governo em convocar uma assembléia que elaborasse uma nova Constituição para o país.

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Esse descontentamento era mais visível junto às oligarquias paulistas que, em 1932, organizaram uma revolta armada contra o Governo Federal, a Revolução Constitucionalista. Agitada pelos líderespolíticos de São Paulo (interessados em recuperar o poder perdido em 1930), a população - em manifestações de rua - protestava contra o governo e reivindicava: • a nomeação de um interventor civil para o Estado, em substituição ao interventor militar nomeado pelo Presidente; • a convocação de uma Assembléia Constituinte e a imediata reconstitucionalização do país. O movimento ganhou o nome de M.M.D.C., asiniciais dos nomes de quatro estudantes mortos pela polícia durante os protestos: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Vargas cedeu apenas em relação a troca do interventor paulista sem, contudo, se dispor a convocar eleições para a assembléia. Diante dessa negativa governamental, os paulistas se mobilizaram para o confronto. Constituíram suas tropas, se armaram e enfrentaram o Exército Nacionalnuma guerra civil com o objetivo maior de depor Getúlio. Depois de, mais ou menos, três meses de combates, São Paulo se rendeu. Lutando praticamente sozinho, com apoio apenas do Mato Grosso do Sul, não conseguiu resistir ao poderio militar da Federação. A revolta foi contida por Vargas e as lideranças paulistas desmobilizadas.

Cartaz de recrutamento paulista.Revolução de 1932. Vargas, após...
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