Ensaio acerca do entendimento humano

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CENTRO EDUCACIONAL 06 DE CEILÂNDIA
COMPONENTE CURRICULAR: FILOSOFIA
PROF. FRANCISCO ALVES DE MIRANDA
12 ABR.2013

Ensaio acerca do Entendimento Humano – John Locke
CAMILLA LARISSA A. COSTA, EMILIN G. DE QUEIROZ, GABRIEL R. GOMES LIMA
MARCOS ANDRÉ DOS S. OLIVEIRA, MARCOS AUGUSTO S. GONÇALVES.
(2º E 04, 07, 11, 31, 32)

BRASÍLIA – 2013
John Locke nasceu em29 de agosto de 1632, na pequena cidade de Wrington, Inglaterra, vindo a falecer em 1704. Foi criado em Pensford, nas proximidades de Bristol. Sua família era da linha puritana da religião anglicana. Estudou inicialmente na Westminster School transferindo-se posteriormente para o Christ Church College de Oxford, considerado como centro de cultura mais moderno da Inglaterra daépoca. Fora esta instituição que fê-lo entrar em contato com o pensamento de John Owen (1616-1683) e Descartes (1596-1650), que o influenciaram em sua trajetória filosófica. Locke atuou ainda nos campos de medicina, filosofia, teologia, anatomia e política.

Deste último, deve ao Sir Walter Vane a Brandenburg sua inserção em 1665, no campo político como secretário para a Apresentação de Benefícios,cuidando, pois, de todos os problemas eclesiásticos. Como médico chamou a atenção de Lorde Anthony Ashley Cooper (1621-1683). Na França, fora secretário do Conselho do Comércio e Agricultura (Council of Trade and Plantations) que Ashley havia criado. Devido ao Lorde Ashley ter direitos de propriedade na Carolina, Estados Unidos, Locke participou da elaboração de uma constituição para aquele futuroestado americano. Após quatro anos na França, torna-se membro atuante da Revolução Burguesa Gloriosa, movimento político que levou ao trono da Inglaterra Guilherme de Orange, refugiando-se na Holanda. Nesses anos, Locke publicou muitas de suas principais obras como Carta Sobre A Tolerância, Os Dois Tratados Sobre O Governo Civil e o Ensaio sobre o Entendimento Humano. Também são de sua autoria asobras: O Primeiro Tratado Sobre O Governo Civil, Alguns Pensamentos Sobre A Educação (1693), Racionalidade do Cristianismo (1695), Ensaio Sobre A Tolerância (1667), Algumas Considerações Sobre Reduzir Os Juros E O Aumentar O Valor Da Moeda (1668), entre outras.

Essa obra é uma reflexão sobre a origem das ideias e dos conhecimentos humanos, ao mesmo tempo que sobre os fundamentos mentais efísicos da racionalidade. A unidade desses dois problemas é necessariamente contrário na perspectiva do empirismo que Locke traz ao leitor. Além disso a obra também faz argumentos sobre diversos pontos como: a moral, a religião, a teologia, entre outros.
O empirismo de Locke começa por uma crítica da teoria das ideias inatas, aquela que o cartesianismo tinha formulado levando-a sem dificuldade a umgrau de perfeição dificilmente ultrapassável.
A segunda parte da obra expõe a gênese das ideias complexas a partir das ideias simples. Estas podem ter por origem a sensação (é o caso das qualidades sensíveis ou do espaço), a reflexão, ou a intervenção combinada de ambas. No exame do valor objetivo dessas ideias, Locke distingue as qualidades primárias (que pertencem realmente aos corpos) dasqualidades secundárias (que apenas existem no sujeito que percebe).
Passivo na recepção das ideias simples, o espírito é ativo na formação das ideias complexas. Essa formação pode realizar-se segundo três modalidades de associação: combinação, junção, abstração. Daí resultam três espécies de ideias complexas: modos, relações e substâncias.

A reflexão lockiana sobre a gênese das nossas ideias e dosnossos conhecimentos desembarca no exame das funções da linguagem e sobre o estudo crítico dos poderes do entendimento humano.

Para entender a obra de John Locke deve-se haver um certo conhecimento sobre a filosofia, pois em certas partes há a necessidade de ter que ler mais de uma vez para poder entender sobre o assunto tratado. Locke traz certas conclusões como que o inatismo não existe no...
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