Enfermagem

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Projeto Diretrizes
Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina

Papilomavírus Humano (HPV):
Diagnóstico e Tratamento

Autoria: Federação Brasileira das Sociedades
de Ginecologia e Obstetrícia
Elaboração Final: 11 de setembro de 2002
Participantes: Nicolau SM

O Projeto Diretrizes, iniciativa conjunta da Associação Médica Brasileira e Conselho Federal
de Medicina, tempor objetivo conciliar informações da área médica a fim de padronizar
condutas que auxiliem o raciocínio e a tomada de decisão do médico. As informações contidas
neste projeto devem ser submetidas à avaliação e à crítica do médico, responsável pela conduta
a ser seguida, frente à realidade e ao estado clínico de cada paciente.

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Associação Médica Brasileira eConselho Federal de Medicina

DESCRIÇÃO DO MÉTODO DE COLETA DAS EVIDÊNCIAS:
Revisão da literatura médica indexada pelo sistema MEDLINE, PubMed,
livros textos sobre o assunto e estudos para teses.
GRAU DE RECOMENDAÇÃO E FORÇA DE EVIDÊNCIA:
A: Estudos experimentais e observacionais de melhor consistência.
B: Estudos experimentais e observacionais de menor consistência.
C: Relatos de casos (estudosnão controlados).
D: Opinião desprovida de avaliação crítica, baseada em consensos,
estudos fisiológicos ou modelos animais.
OBJETIVOS:
Difundir o conhecimento da doença e demonstrar o grau de evidência nos
vários estudos importantes referentes ao assunto.
CONFLITO DE INTERESSE:
Nenhum conflito de interesse declarado.

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Papilomavírus Humano (HPV): Diagnóstico e Tratamento Projeto Diretrizes
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INTRODUÇÃO
Os Papilomavírus Humanos são vírus da família
Papillomaviridae. Eles infectam células epiteliais e têm a capacidade de causar lesões na pele ou mucosas. Causam diversos tipos de
lesões como a verruga comum e a verruga genital ou condiloma,
popularmente conhecida como “crista de galo”. Elas têm crescimentolimitado e com freqüência regridem espontaneamente.
É um vírus icosaédrico, não envelopado e com ácido nucléico constituído de DNA de dupla fita, circular. São pequenos e possuem,
no seu genoma, molécula dupla de DNA, circular. O diâmetro do
capsídeo é de 55 nm. Seu DNA possui 7900 pares de bases e seu
peso molecular é de 5,2 x 106 daltons1,2(D).
O DNA circular pode ser dividido em trêssegmentos:
1. Região regulatória (“long control region” – LCR);
2. Região precoce (“early” – E1 a E8);
3. Região tardia (“late” – L1 e L2).
Os genes L codificam proteínas do capsídeo viral e os genes E
codificam proteínas com funções reguladoras da atividade
celular3(D).
Classificam-se em vários tipos e subtipos e variantes de um
mesmo tipo, dependendo da semelhança na seqüência dosnucleotídeos. Isto foi possível graças ao desenvolvimento das técnicas de hibridização molecular. Quando existe menos do que
50% de semelhança com outros membros, é definido um novo
tipo e dado um número na ordem da descoberta. Se a semelhança é maior do que 50%, caracteriza-se um subtipo e, se for próxima de 100%, os vírus são considerados como variantes do mesmo
tipo. Desta forma, os papilomavírussão genotipados e não
sorotipados2(D).
Outra maneira de se classificar um novo tipo é baseada na
seqüência dos nucleotídeos dos genes E6, E7 e L1. Quando há
uma diferença maior do que 10% em relação aos outros já conhecidos, se descreve um novo tipo4(D).
Além disso, podem ser classificados em dois grupos: os de alto
risco (16 e 18 principalmente) e os de baixo risco oncogênico

PapilomavírusHumano (HPV): Diagnóstico e Tratamento

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(6 e 11 principalmente), segundo sua relação
com a gênese do câncer anogenita5(D), ou de
baixo risco (6, 11, 42, 43 e 44), risco intermediário (31, 33, 35, 51, 52 e 58) e alto risco
(16 e 18)6(B).
A origem geográfica do papilomavírus parece ter implicação no...
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