Embriologia comparada

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  • Publicado : 11 de setembro de 2011
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1 INTRODUÇÃO

No presente estudo apresentaremos as diferenças ocorridas durante o desenvolvimento embrionário de algumas espécies do Reino Animal: peixes, anfíbios, répteis, aves, e o ouriço-do-mar.
Atento a cada processo do desenvolvimento dos respectivos animais: desde o momento da fecundação (ovo fertilizado), ritmo das clivagens, gastrulação, formação dos órgãos, até o nascimentodos mesmos.

2 TIPOS DE OVOS

A quantidade de vitelos é o principal fator que condiciona a maneira pela qual se dá a segmentação; sua presença retarda ou mesmo impede a segmentação, sendo assim os óvulos podem ser divididos em Alécito, Oligolécito (isolécito), Telolécitos, Heterolécito, Centrolécito.
Os óvulos encontrados na maioria dos mamíferos são desprovidos de vitelo, são estes osAlécitos.
Os Oligolécitos (isolécito) são ovos que possuem pouco vitelo e são distribuídos de forma relativamente homogênea pelo citoplasma, segmentando-se por inteiro (segmentação total ou holoblástica) e as células resultantes assemelham-se umas às outras em tamanho (segmentação “igual”), podendo ser encontrado em cefalocordados, equinodermos e mamíferos placentados. Nos ovos em que aquantidade de vitelo é maior no polo vegetativo e sem vitelo no polo animal, chamamos de Telolécitos, encontrado nas aves, répteis e alguns peixes. Os Heterolécitos apresentam muito vitelo, bem mais concentrado no polo vegetativo do que no polo animal, presente nos anfíbios e alguns répteis. Os Centrolécitos possuem vitelo em toda célula, com exceção da região próxima à membrana e ao redor do núcleo, queé central, encontrado nos insetos.

3 EMBRIOLOGIA COMPARADA

3.1 Peixes

Na embriologia dos peixes usaremos como exemplo o zebrafish, que apresenta ciclo de vida curto, de aproximadamente 12 semanas, tornando a genética mais fácil e a transparência do embrião, que permite o destino de células individuais durante o desenvolvimento. O óvulo de zebrafish tem em torno de 0,7 mm dediâmetro, com o citoplasma e o núcleo no pólo animal, posicionados sobre uma grande de vitelo. Após a fertilização, o zigoto sofre clivagem, as primeiras cinco clivagens são verticais, sendo que a primeira é horizontal e originaria do estágio de 64 células em torno de duas horas após a fertilização.
Clivagens adicionais resultam em uma blastoderme com uma camada externa única de células achatadas,conhecidas como a camada involucral externa, e uma camada profunda, de células mais arredondadas, sobre o vitelo. As blastodermes expandem-se em uma direção vegetal, por um processo de espalhamento chamado epibolia, encontrado também na gástrula de Xenopus para cobrir a célula vitelínica. Em torno de cinco horas e meia após a fertilização elas já se espalharam metade do caminho até o pólo vegetal. Agastrulação começa com as células endodérmicas e mesodérmicas prospectivas da camada profunda, voltando-se para o interior na margem da blastoderme, em um processo chamado involução. Essas células migram para o futuro lado dorsal, com o tecido convergindo em direção da linha média que o embrião e estendendo-se ao mesmo tempo, à medida que o embrião se alonga em uma direção ântero-posterior. Asfuturas mesoderme e endoderme passam a ficar sob a ectoderme. A gastrulação em zebrafish tem muitos aspectos em comum com a gastrulação de Xenopus, mas uma diferença é que a involução ocorre ao redor de toda a periferia da blastoderme quase que ao mesmo tempo. Em torno de nove horas, a notocorda torna-se distinta e a gastrulação é completada ao redor de 10 horas após a fertilização. Seguindo assim aneurulação e a formação de somitos. Durante as doze horas iniciais seguintes, o embrião alonga-se e os rudimentos dos sistemas primários de órgãos tornam-se reconhecíveis. A partir das dez horas, os somitos começaram a aparecer anteriormente e vão sendo formados a intervalos de duas horas, inicialmente, e então a cada três horas; nas 18 horas, 18 somitos então presentes. O sistema nervoso...
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