Economia de cuba

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  • Publicado : 31 de março de 2013
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Cuba é o lar de mais de 11 milhões de pessoas e é a nação-ilha mais populosa do Caribe. O país vive em um regime socialista que possuí um partido único, o qual Fidel Castro governou por cerca de 53 anos e somente em 2008, por problemas de saúde, passou o cargo a seu irmão, Raul Castro. A falta de liberdade individual em Cuba é um dos pontos mais criticados por outros países e também é um dosfatores que ajudam a maximizar os efeitos da crise. Somente após a entrada de Raul Castro é que foram criadas novas leis que facilitam a criação de negócios particulares, como oficinas, pequenos negócios e prestação de alguns serviços. Hoje, 22% do PIB cubano é proveniente de negócios particulares.
A economia Cubana, controlada pelo estado, é baseada em produtos agrícolas. Ela édependente da exportação de açúcar e de fumo que são as duas commodities plantadas na ilha. O turismo, hoje, é a principal fonte geradora de divisas do país e desde 2000 tem recebido um número cada vez maior de visitantes, batendo o recorde em 2005 com 2,3 milhões de turistas (13,2% a mais em relação ao ano anterior).
O turismo é a forma que o país encontrou para combater a crise quevem pairando sobre a ilha nos últimos tempos. A origem dessa crise financeira cubana parte de dois fatores importantes:
* Com a dissolução da União Soviética em 1991 o país perdeu o maior parceiro comercial, que comprava cerca de 60% do açúcar produzido no país, era o fornecedor de petróleo e manufaturas. Ademais, Cuba recebia subsídios da União Soviética de cerca de 4 a 6 bilhões de dólaresanuais. Este subsídio foi extinto juntamente com a União Soviética.
* O outro problema do país é o bloqueio comercial imposto pelos Estados Unidos, em 1998 com a lei Helms-Burton. Essa lei prejudica qualquer empresa que venha a ter negócios com Cuba. De acordo com autoridades cubanas, o embargo comercial teria causado uma perda de mais de 79 bilhões de dólares à economia de Cuba.Já em outro aspecto Cuba não ia tão bem. Com uma crise que se deu de 1989 até 2004 - o país sofreu muito com a falta crônica de eletricidade, devido à insuficiência de recursos financeiros do estado cubano para modernizar e ampliar as fontes de energia e formas de transmissão. Cuba chegava a ter 16 horas completas sem luz. No início de 2007 o governo cubano pôs em operação4.158 novos geradores a diesel, que custaram US$ 800 milhões e têm capacidade total de gerar 711.811 kw, como uma medida emergencial para reduzir os apagões.
O diretor executivo do Programa de Meio-Ambiente das Nações Unidas, Achim Steiner declarou em 2007: "Cuba conseguiu resolver seu frustrante problema de falta de energia elétrica, sem para isso sacrificar seu empenho de longo prazo empromover o uso de combustíveis inofensivos ao meio ambiente". (...) "A rede elétrica cubana ainda depende muito de ineficientes reatores a gás, e poluentes geradores movidos a diesel, mas o governo está tomando medidas importantes no sentido de desenvolver energia solar e energia eólica, bem como energia gerada por etanol da cana de açúcar”.
Porém o país conta com outros pontospositivos. Desde 1993, Cuba vem fazendo grandes progressos na área de biotecnologia. Sendo criador da vacina contra hepatite B, que é vendida em 30 países do mundo. Em 1994, através da exportação de biotecnologia o país obteve 400 milhões de dólares e acredita-se que futuramente poderiam gerar mais dinheiro para a economia do país com a biotecnologia do que até mesmo com a exportação de açúcar.Cuba desenvolveu uma considerável capacidade de pesquisa (científica), talvez maior que a de qualquer outro país em desenvolvimento fora do sudeste asiático. Em 2011, Cuba anunciou ter desenvolvido a primeira vacina terapêutica contra o câncer de pulmão, chamada CimaVax-EGF.

Em se tratando de saúde, Cuba gasta 7,7% do seu PIB em saúde. A prestação de...
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