Don casmuro

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Peça Otelo
Cena 1:Câmera do conselho(Doge,Montano,Brabâncio,Otelo e Desdêmona)
MONTANO: A armada turca veleja para Rodes, é o recado que ao senado mandou o signior Angelo.

DOGE: Reflitamos na importância de Chipre para o turco, haveremos de compreender que o turco não é tão cego que para último deixe o que lhe importa primacialmente, abrindo mão de um ganho mais do quecerto e, sobretudo, fácil, para correr um risco sem proveito.

MONTANO: Os otomanos, reverendo e gracioso, estão derota batida para Rodes, e em caminho se reforçaram com uma nova armada.

DOGE: Tal qual como pensei. E quantas velas imaginais que sejam?

MONTANO: Trinta. E agora fazem caminho inverso, dirigindo, sem rodeios o curso para Chipre.

DOGE: Aí vem Brabâncio com o valente Mouro.Bravo Otelo precisamos mandar-vos neste instante contra o inimigo comum, contra o otomano. Que foi que houve?

BRABANCIO: Oh! Minha filha! Minha filha!
MONTANO E DOGE: Morta?
BRABANCIO: Sim, para mim. Foi seduzida, foi-me roubada, corrompida por feitiços e drogas adquiridas de embusteiros.

DOGE: Seja quem for que tenha usado desses processos vis para deixar privada vossa filha do juízoBRABANCIO: Humildemente vos agradeço. Aqui se encontra o homem, este Mouro, que foi, ao que parece, por especial recado aqui chamado para assuntos do Estado.

DOGE(a Otelo): E vós, que tendes sobre isso a responder?
BRABÂNCIO - Nada; é assim mesmo.
OTELO: muito nobres e aprovados mestres, em tudo justos; que eu tivesse raptado a filha deste senhor velho, é mais do que verdade, como é certo játê-la desposado.

BRABANCIO: Uma jovem tão tímida, com algum composto de influência sobre o sangue, ou beberagem enfeitiçada para tal efeito, ele sobre ela atuou.

DOGE: Somente a simples afirmação não basta para a prova,porque, sem testemunho mais patente, não passa de suspeitas e aparências sem consistência o que afirmais contra ele.

MONTANO: Mas, Otelo, falai! Por meios indiretos eviolentos dominastes, acaso, e envenenastes o amor dessa donzela? Ou deu-se tudo por meio de declarações e ditos sinceros, como uma alma a outra alma fala?

OTELO: Suplico-vos mandar buscar a dama permitindo que ela diante do próprio pai relate o caso. Se em sua fala encontrardes algo indigno, que vossa sentença atinja minha própria
vida.

DOGE: Trazei aqui Desdêmona.

OTELO - Ide, alferes,buscá-la, pois sabeis onde ela se acha.

BRABANCIO: Aproximai-vos, gentil menina, e respondei-me:acaso percebeis neste círculo seleto alguém a quem deveis mais obediência?

DESDÊMONA - Meu nobre pai, percebo um dividido dever: A vida e a educação vos devo. Sois o dono do meu dever, sendo eu, pois,vossa filha. Mas também aqui vejo meu marido; e quanto
minha mãe vos foi submissa, preferindo-vos mesmoaos próprios pais.

BRABANCIO: Mouro, vem para cá. De todo o coração.

DOGE: O que não tem remédio está sanado só em ver o perigo já passado.

BRABANCIO: - Que o Turco, então, roubar-vos Chipre venha;

DOGE - O Turco se dirige para Chipre com preparativos poderosos. Otelo, conheceis perfeitamente os meios de defesa daquela praça.

OTELO: Mas,curvando-me mui respeitosamente ante vósoutros, suplico que tomeis as convenientes disposições para que minha esposa.
DOGE - Em casa do pai dela.

BRABÂNCIO - Não concordo.

OTELO - Nem eu.

DESDÊMONA - Nem eu tampouco. Não desejo voltar a morar lá.

DOGE - Que desejas,Desdêmona?

DESDÊMONA - Eu amei o Mouro, para viver junto com ele,

DOGE - Seja como vos aprouver, ou ela fique ou siga. O assunto exige pressa; É necessáriopartirdes esta noite.

OTELO - De bom grado.

BRABÂNCIO - Cuidado, Mouro! Se olhos tens, abre-os bem em toda a parte; se o pai ela enganou, pode enganar-te.
(Saem o doge, senadores, oficiais, etc.)

OTELO - Pela sua lealdade empenho a vida! Honesto Iago, confio-te Desdêmona. Dá-lhe por companheira tua esposa e, logo que te for possível, leva-a para junto de mim.
CENA 2 :O amor de...
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