Diversidade sexual

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  • Publicado : 6 de outubro de 2011
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INTRODUÇÃO

Mergulhar numa pesquisa em torno de temas tão polêmicos como a diversidade de gêneros e o tráfico de pessoas são, no mínimo, instigantes, representa um verdadeiro desafio.
Inicialmente, entendemos que a órbita dos estereótipos e da repetição dos discursos exclusivos deve ser abandonada: assuntos como a nova família, os avanços de políticas públicas, o movimento LGBT (Lésbicas,Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgênicos), mercado de trabalho e homossexualidade devem ser a pauta do momento. Neste sentido, grupos organizados da sociedade brasileira aguardam com grande expectativa o reconhecimento de um Estado realmente laico, como deve ser. Supõe-se uma grande reflexão sobre o assunto: é o jogo da vida!
No que tange à militância, o movimento LGBT está navanguarda das conquistas: as grandes e triunfantes passeatas, a inclusão do tema casais homossexuais/discriminação em enredos de grandes produções televisivas e cinematográficas, as conquistas de direitos em políticas públicas, tais como a concessão de direitos previdenciários aos companheiros e a adoção a um casal homossexual.
O Estado de Pernambuco, particularmente, tem se destacado como pioneiro emmuitas dessas conquistas. Em 2001, a cidade do Recife foi à primeira no país a conceder os direitos previdenciários aos companheiros homossexuais de servidores municipais; também em Recife foi aprovada a primeira Lei Municipal que pune a homofobia, e o Estado de Pernambuco foi o primeiro da União a conceder adoção a um casal homossexual.

A IDENTIDADE

Estabelecer uma identidade sejaindividual, social ou institucional é sempre um processo longo, único e, muitas vezes, doloroso. No caso em evidência, a denominação das orientações sexuais, que evoluiu do GLS ao LGBT, indica aspectos mínimos da luta de afirmação dos homossexuais como parte integrante de uma sociedade e não como grupo étnico emergente.
A sigla GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes) tornou-se inadequada vez que, adenominação “simpatizante” não constitui uma identidade sexual... além disso, a sigla não incluía bissexuais, travestis e transexuais, como analisa Luciano de Freitas, vice-presidente do grupo Leões do Norte. A partir de então, vislumbrou-se o termo GLBT – Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgênicos (travestis e transexuais) – que logo foi modificado para GLBTT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis eTransexuais), como uma maneira de diferenciar a travesti (pessoa que transforma o próprio corpo para aproximar-se da imagem feminina – daí porque ser designada com o artigo “a” – mas, mantendo o órgão sexual masculino) do transexual (que, além de modificar seu corpo, faz a cirurgia de mudança de sexo).
Em seguida, o “L” passou a vir na frente da sigla, que passou a ser LGBTT – não configurando, comoexplica Ana Clara Lemos, coordenadora geral da Articulação Brasileira de Lésbicas – Luas, uma simples troca de posição da letra, mas uma forma de dar mais visibilidade às lésbicas. Alguns homossexuais, no entanto, rechaçam tais nomenclaturas uma vez que a sua utilização seria uma maneira de rotular as pessoas. Outros, embora não se visualizem como uma letra ou um gênero de uma espécie admitem que,politicamente esses termos são importantes para reivindicar direitos numa sociedade que tem preconceitos contra pessoas que não se encaixam no padrão heterossexual, como resume Benedito Medrado, professor e coordenador do Núcleo de Pesquisa em Gênero e Masculinidade da UFPE e dos fundadores do Grupo Papai.
Na verdade, as palavras incutem toda uma ideologia; até o termo homossexualismo foisubstituído por homossexualidade, pois aquele denotava “doença”. Vale salientar que desde os anos 80, a organização Mundial de Saúde e o Conselho Federal de Medicina retiraram o comportamento de pessoas que se relacionam com indivíduos do mesmo sexo da condição de transtornos mentais.
Em rápida análise, verificamos que essa quantidade de letras mostra não só a diversidade da sexualidade como também...
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