Diversidade cultural brasileleira

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HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE IPATINGA

HISTÓRIA
O município de Ipatinga, bem como seu nome, surgiu de uma pequena estação intermediária da estrada de ferro que ligava Itabira a Vitória. A versão tradicional relata que o nome Ipatinga nasceu de um arranjo formado pelo engenheiro Pedro Nolasco, a partir da aglutinação de palavras, aproveitando os radicais IPA (de Ipanema) e TINGA (de Caratinga).Existe, ainda, esclarecimentos que segundo estudos lingüísticos, o termo em tupi significa “pouso de água limpa,"(I+PA+ TINGA).
O surgimento da povoação que deu origem à cidade de Ipatinga é recente. Com a construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas, a região teve seu ápice de crescimento. As sucessivas tentativas fracassadas para a extração mineral na região do Vale do Rio Doce são fatos quepodem contribuir para explicar sua ocupação tardia.
Sabe-se que, em tempos bastante anteriores aos primeiros povoados se fixarem no local onde hoje se situa a cidade de Ipatinga, a extensão do Rio Doce foi densamente povoada, desde o período pré-colonial, por vários grupos étnicos, incluindo os genericamente denominados Botocudos.
As primeiras tentativas de expansão portuguesa no Vale do Rio Doceforam cheias de derrotas, o que dificultou em muito o povoamento da região. As expedições que inicialmente penetraram o Vale do Rio Doce, datam do período entre 1553 e 1573, com a expedição de Sebastião Tourinho, visando descobrir jazidas de esmeraldas e ouro.
A divulgação de seus descobertos minerais ao governador da Bahia, Luiz de Brito, conferiu a Tourinho o título de "primeiro descobridor doterritório mineiro" apesar de ter sido ele o feliz perdurador de explorações anteriores como a de Martim de Carvalho, em 1567 ou 1568, a de D. Vasco Rodrigues Caldas, em 1562 e a de Espinosa, em 1554 (VEIGA, 1998: 320/321), todas fracassadas por doenças ou infelizes encontros com os índios.
Outras expedições seguiram-se à de Tourinho, tendo sido efetivamente a região do Rio Doce ocupada em 1664,com as primeiras entradas e explorações de bandeiras paulistas, como comprova a Carta Régia de 23 de março daquele ano, primeiro documento conhecido concernente às entradas e explorações em Minas Gerais.
A navegação do Rio Doce apresentava, em inúmeros pontos, obstáculos naturais por vezes intransponíveis, como corredeiras e cachoeiras, dificultando ainda mais o acesso à região. Doenças tropicaiscomo a malária e outras febres, também se antepunham no caminho dos exploradores destas matas.
Além das dificuldades naturais encontradas, o contato com o gentio se mostrou particularmente difícil. As tentativas de domesticar os Botocudos foram frustradas, até que se optou por ações mais enérgicas contra estes. Ainda no século XVIII, em 1734, foi feita uma investida buscando o extermínio dosíndios do Rio Doce. (VASCONCELOS, 1999).
Decorrente da escassez da exploração aurífera, em fins do século XVIII, regiões anteriormente delimitadas pela Coroa como "Zonas Proibidas", conhecidas naquela época, como "região da mata mineira" (Bacias do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce) passam a ser focalizadas como áreas de interesse ou alternativa econômica para a expansão, sobretudo das frentesagro-pastoris.
A população nativa habitante destes locais constituía-se em um dos principais entraves para esta empresa expansionista. Em 1807, índios e degredados se uniram e queimaram a ponte (atual Ponte Queimada, dentro Parque Florestal do Rio Doce), para evitar a vigília por parte de autoridades portuguesas, que ficavam do outro lado ao final da estrada do degredo. Em 1808, D. João VI autoriza omassacre dos índios, informando da importância estratégica do leste e declarando "guerra justa" aos bravos Botocudos que resistiam à catequese e a distribuição de sesmarias aos brancos. Em 1819, índios derrotam os militares e a estratégia da Coroa. Para amenizar os conflitos, D. João VI divide o Rio Doce em regiões militares, e indica o francês iluminista Guido Marliére para comandar estas...
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