Diretrizes para o acompanhamento familiar no âmbito do paif

Oficina de Trabalho sobre acompanhamento das famílias em descumprimento de condicionalidades do Programa Bolsa Família

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Diretrizes para o Acompanhamento Familiar no âmbito do PAIF

Para falar de Acompanhamento Familiar é preciso falar de Família!

FAMÍLIA
É uma instituição social que não pode ser vista como algo estático,definitivo e fechado.

A idéia de família é uma construção a partir de critérios e contextos históricos, sociais, econômicos e culturais específicos

se transforma – se altera no tempo

É uma estrutura singular e complexa – cada família é única, ao mesmo tempo que possui as mais variadas formas de organização

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Para falar de Acompanhamento Familiar é preciso falar de Família!

FAMÍLIA
Asestruturas familiares têm sido marcadas pelas mudanças ocorridas nas sociedades humanas, no que diz respeito à tecnologia, à divisão social do trabalho, ao reordenamento dos papéis sociais (gênero, geração, etc).
Coabitação, consangüinidade, afinidade afetiva ou solidariedade

Nas definições clássicas de família, o critério de consangüinidade aparece com nitidez

Na modernidade, o deafetividade e solidariedade se sobressaem

O conceito mais adequado é aquele que contempla toda a diversidade de relações presentes na sociedade, pois a família não é uma totalidade homogênea, é uma instituição complexa produzida na diversidade das relações e construída dentro da multiplicidade de contextos, num processo dialético (Sarti, 2003).

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Minha família é assim um pouco diferente. Eutenho um monte de irmão, já nem sei mais quantos... É que assim, meu pai casou com a minha mãe e teve eu e mais dois. Depois minha mãe teve outros filhos com meu padrasto. Meu pai, daí, casou com a minha tia, irmã da minha mãe, então, eu tenho irmãos que são primos, não é isso? Tá agora, meu pai casou com a minha avó, mãe da minha mãe. Agora já me perdi não sei mais o que meu pai é... Só sei queminha família é grande. Somos um monte lá em casa, tem uns que moram nos fundos e tem meus cachorros também... Já são da família. Acho que família é isso. Tenho uns irmãos de rua, sabe. Não são meus irmão de verdade, de sangue, mas considero da minha família. Tem um que tá morando lá em casa...

Felipe*, 14 anos
(in: PALUDO, Simone dos Santos and KOLLER, Silvia Helena. Toda criança tem família:criança em situação de rua também. Psicol. Soc. [online]. 2008, vol.20, n.1, pp. 42-52. ISSN 01027182.)

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A Família (1924) Tarsila do Amaral

Para falar de Acompanhamento Familiar é preciso falar de Família!
Os arranjos diversificados de famílias sempre existiram. Mas, há formas hegemônicas em determinados momentos sócio-históricos. Experiências de não-estabilidade: recomposição,recasamento e rearranjos internos formandos extensas redes sociais É preciso não idealizar/ romantizar a família – ela é lócus de proteção, mas também de desigualdade e violência Sobrecarga das funções parentais na mulher: elemento estabilizador do grupo – é membro que tem arcado com a grande parte das responsabilidades de provedora e socializadora:
• Concepção tradicional do “lugar” da mulher; •Ausência ou enfraquecimento da figura masculina - nos “novos” arranjos, os homens tendem a assumir uma posição periférica, transitória e com resistência a assumir as responsabilidades de reprodução social da família.

ATENÇÃO: supervalorizar a família pode oprimir/invisibilizar seus membros

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É preciso reconhecer a família como um espaço complexo, que se constrói e reconstrói histórica ecotidianamente por meio das relações e negociações que se estabelecem entre seus membros, entre seus membros e outras esferas da sociedade e entre ela e outras esferas da sociedade, tais como Estado, trabalho e mercado. Reconhece-se que, além de sua capacidade de produção de subjetividades, ela também é uma unidade de cuidado e de redistribuição

interna de recursos. Tem um papel importante na...
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