direito

6505 palavras 27 páginas
FAHRENHEIT 9/11: O MEDO COMO ARMA DE GUERRA
Lilian VICTORINO1
“A democracia periga quando está sendo negligenciado o seu princípio essencial: o predomínio do bem comum sobre os interesses de indivíduos ou de grupos particulares.”
Anatol Rosenfeld

Resumo: Este artigo apresenta alguns aspectos do discurso fílmico construído no documentário Fahrenheit 9/11 do diretor Michael Moore. A partir dos principais grupos estabelecidos pelo filme e seus personagens principais são observadas as proposições de sentido entre o filme e a sua relação com a sociedade. O filme aponta para históricas relações entre empresários, americanos e sauditas, do setor petrolífero e de armamentos, que, aliados à influência política da família Bush e membros do partido republicano, encontraram nos ataques cometidos em 11 de setembro de 2001, o ponto de ebulição para uma lucrativa guerra contra o Iraque sob o pretexto de levar democracia e liberdade ao povo. Para a legitimação da guerra, o filme sugere a cultura do medo, ostensivamente cultivada entre os estadunidenses, como importante arma para mobilizar a opinião pública e os membros do Senado, a fim de aprovarem os orçamentos necessários para o ataque contra uma nação que, segundo o filme, nunca representou ameaça aos EUA.
Palavras-chave: Cinema Documental. Estados Unidos. 11 de Setembro. Guerra. Medo

Estreando nos cinemas em 2004, Fahrenheit 9/11 é um documentário estadunidense cuja ácida crítica, aliada à “comedic license” que caracteriza a direção de
Michael Moore, incide sobre o governo do republicano George Walker Bush. Esse documentário foi orçado em 6 milhões e rendeu a inédita quantia, para esse tipo de produção, de 222 milhões de dólares em todo o mundo.2 Foi o segundo documentário produzido na história do cinema premiado com a Palma de Ouro em Cannes em 2004. 3
Neste momento de sua carreira como cineasta e escritor crítico de sua sociedade,
Michael Moore é bem conhecido do público estadunidense pelo seu

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