Dignidade humana

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Introdução
É comum ser atribuída à primeira enunciação do princípio da dignidade humana ao pensamento de Immanuel Kant. Certamente tal atribuição decorre do fato de Kant ter sido o primeiro teórico a reconhecer que ao homem não se pode atribuir valor – assim entendido como preço – justamente na medida em que deve ser considerado como um fim em si mesmo e em função da sua autonomia enquanto serracional.
Immanuel Kant. Filósofo alemão, fundador da filosofia crítica. Kant nasceu, viveu e morreu aos 80 anos em Konisberg, de onde jamais saiu. A vida de Kant era regular como um relógio ele acordava todos os dias às cinco da manhã seja frio seja calor e ia dormir as dez da noite e seguia o mesmo itinerário para ir da sua casa até a faculdade. Kant passou grande parte da juventude comoestudante, não era o melhor, mas tinha convicção de que uma pessoa não poderia ter uma direção firme na vida enquanto não atingisse os 39 anos. Foi um respeitado e competente professor universitário durante quase toda a vida, mas nada do que fez antes dos 50 anos, lhe garantira qualquer reputação histórica.

DIGNIDADE HUMANA

O Princípio da dignidade da pessoa humana é um valor moral e espiritualinerente à pessoa, ou seja, todo ser humano é dotado desse preceito, e tal constitui o principio máximo do estado democrático de direito.
Ganhou a sua formulação clássica por Immanuel Kant, que defendia que as pessoas deveriam ser tratadas como um fim em si mesmas, e não como um meio (objetos), e que assim formulou tal princípio: "No reino dos fins, tudo tem ou um preço ou uma dignidade. Quandouma coisa tem preço, pode ser substituída por algo equivalente; por outro lado, a coisa que se acha acima de todo preço, e por isso não admite qualquer equivalência, compreende uma dignidade."
Para Kant, a dignidade é uma qualidade inerente aos seres humanos enquanto entes morais: na medida em que exercem de forma autônoma a sua razão prática, os seres humanos constroem distintas personalidadeshumanas, cada uma delas absolutamente individual e insubstituível. Consequentemente, a dignidade é totalmente inseparável da autonomia para o exercício da razão prática, e é por esse motivo que apenas os seres humanos revestem-se de dignidade.
Para Kant o homem está sujeito em sua legislação em qualquer lugar do mundo porque seu pensamento é de seu interior, mas sua ação é universal. Na sua teoriao progresso material, cultural e cientifico não poderia acontecer sem o progresso da moral, e o progresso só floresce pela formação e educação.
O problema do conhecimento que chamou de Revolução Copernicana envolveu sobre tudo a ética, e Kant é o marco central da história da ética. Ao contrario de outros filósofos que tinham Deus como paradigma ético e as pessoas a ele subordinadas, issoaconteceu na fase medieval onde o período ficou conhecido como século das trevas, todos tinham o conhecimento restrito, de domínio quase que absoluto da igreja. O homem era submetido às regras do sistema feudal, devendo ser sempre submisso ao dono do feudo, não podendo contestar ou questionar. Dessa forma a filosofia seguia o pensamento teocentrista.
A razão, à vontade e a liberdade formam o campo ondese desenvolve a ética. A moral Kantiana esta na passagem do ser humano biológico e sensível para o ser humano racional.
Para entender a proposta Kantiana é preciso ter bem claro, desde o inicio, a distinção que ele faz entre o mundo sensível e o mundo inteligível:
Sensível: é o mundo das coisas naturais, dos fenômenos da experiência e da sensibilidade humana. Este mundo é regido e determinadopela causalidade das leis físicas e biológicas, ou seja, um mundo sem liberdade.
Inteligível: é o mundo da liberdade, a razão humana tem a propriedade de determina-se e agir independente das causas empíricas, isto é, o homem toma consciência de outra causalidade, ou seja, a causalidade da liberdade.
O homem vive nos dois mundos. Esta dupla vivência gera um conflito entre sensibilidade e razão,...
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