Devin; toernquist-chesnier. burst diplomacy - the diplomacy os foreign policy: actors and methods, 2010

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Devin; Toernquist-Chesnier. Burst Diplomacy - The Diplomacy os Foreign Policy: Actors and Methods, 2010.

O texto faz um panorama sobre a presença e atuação da diplomacia na política internacional, relevando principalmente sua participação na política externa dos estados e nos desdobramentos desse instrumento. Os autores iniciam o texto justificando a falta de estudos com relação à diplomacia,por isso há uma dificuldade de conceituar esse termo. Diplomacia é visto, por muitos atores como política externa, sem distinção. Isso ocorre, pois PE é um elemento multifocal, multifatorial com a dinamização de vários atores, o mesmo que a diplomacia classificando-a como “monstruosamente imprecisa”. Dentre as diferentes perspectivas, é comum observar esta como um mero instrumento da PE. O que otexto faz é uma análise sobre as implicações deste elemento e sua transformação ao longo do tempo.

A Erosão de um Monopólio

Ao final do século XVIII muito atores privados, dotados de poder ou não, ainda eram capazes de agir pelo Estado e de competir com o mesmo. Atores religiosos, companhias de comércio povoaram o cenário internacional. Exemplo disso, a Lei Marítima foi forjada pelosinteresses privados de atores não estatais. Os Estados por sua vez, tentavam impor o seu monopólio sobre outros campos (finanças, justiça e politica). Beneficiando-se desse processo de centralização, administração da política externa tem sido especializada e profissionalizada. Os séculos XIX e XX se tornaram a era de ouro para este ministério, os quais definiram as diretrizes para agentes e suaimplementação. Uma característica singular deste processo é o constante conflito existente entre o Ministério de Relações Exteriores e os demais órgãos burocráticos sempre na prerrogativa de projetar suas ramificações sobre os Cofres Públicos, a Defesa e o Comércio. O serviço de diplomacia, embora iludindo diversos profissionais para o seu campo, sempre foi tido como um serviço público. Nem autoridadesnacionais nem subnacionais, muito menos atores privados podiam atuar individualmente nesse serviço. É de suma importância mencionar que, embora haja um monopólio estatal sobre essa atividade, no período, há também uma penetração de atividades diplomáticas em diferentes departamentos, mobilizando mais e mais atores no processo.

Fragmentação Pública

Mesmo com o monopólio estatal, os diferentesórgãos exerciam ações diplomáticas através de múltiplos programas e “times” de diplomatas. Em campo, muitas embaixadas transformaram-se em cooperação e agências de informação tão somente comandadas por um coordenador. O combate entre os ministros e o MRE erodiu o sistema de diplomacia. Em resposta a esse processo houve um favorecimento a concentração da negociação nas mãos do Executivo. Entretanto,essa fragmentação favoreceu a criação de um corpo especializado para o tratamento das questões diplomáticas. Esse desenvolvimento não pode ser explicado somente por razões técnicas mas sim pela adoção de emissários que ajudaram a compor o campo. O que ocorre com relação a fragmentação da atuação da diplomacia e da política externa é que: cabe ao executivo correlacionar e administrar as diferentesperspectivas de ação dentro do estado, fazendo-o como uma torre de comando das ações interestatais.

Autonomia de negociação

Enquanto os Estados multiplicam iniciativas para sustentação e crescimento da economia, o corpo diplomático é responsável pela mobilização e acompanhamento de empresas no estrangeiro. Essa atividade é feita principalmente para a promoção de ações estatais domésticas noestrangeiro de forma a implementar os interesses econômicos domésticos. Por um lado, as empresas tem se tornado mais e mais atores valiosos no qual suas ações impactam em indicadores de bem estar econômico. Dado essa ampliação, a diplomacia teve de se adaptar, exemplo disso é que em muitos países, os Escritórios de Relações Exteriores são ligados à Comércio Exterior e Indústria (como Canadá)....
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