Desenvolvimento e subdesenvolvimento de joan robinson

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Universidade Federal de Alagoas
Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade
Curso: História do Pensamento Econômico
Docente: Vítor Eduardo Schincariol
Aluno: Luan Gomes da Silva
Desenvolvimento e Subdesenvolvimento, Joan Robinson

1. Resumo

As bases das economias mundiais do passado, mesmo a das mais ricas, não são nada se comparadas às atuais. São subdesenvolvidas. Eisque surge o capitalismo industrial, advindo do comercial, constituindo-se no canal para a aplicação da ciência à tecnologia.
Uma entidade econômica que deve ser levada em conta são as transnacionais. Elas têm a receita maior do que muitas nações, e em sua maioria, tem base nos EUA, e esperam proteção deste, embora não façam parte da economia nacional.
A respeito da tendência ao foco nodesenvolvimento, é notória a atenção dada ao Produto Nacional Bruto. Há muitas dificuldades no seu cálculo, a parte estatística é um grande problema, pois não tem precisão em seus dados, oferecendo valores inexistentes sobre determinadas economias. O PNB per capita é tido como uma medida de sucesso econômico, sendo considerado como o objetivo do desenvolvimento.
A distribuição da renda nacional é um grandeproblema que dificilmente será resolvido em países de terceiro mundo. Alfred Marshall observou que, um centavo gasto por um pobre compra mais utilidade que um centavo gasto por um rico. Ora, se refere ele a disparidade de renda que existe entre as partes envolvidas. Os ricos não utilizam toda a sua renda, logo parte dela é voltada para poupança, esta não pertence aos pobres, que com a pouca rendaque tem, é rapidamente empregada nas suas necessidades básicas, que muitas vezes não são atendidas.
Há um contraste enorme entre a riqueza nacional e o bem-estar humano. Na maioria dos países existem setores ligados ao comércio mundial e à industria que mantêm uma comunidade urbana relativamente rica, atraindo os pobres do meio rural na esperança de uma ascensão econômica, afim de “comer dasmigalhas que caem das mesa dos ricos”.
Há uma especulação no meio dos economistas sobre a inclusão da renda gerada dos chamados empregos “informais” exercidos pelos favelados e afins. Estes que tem um “desemprego disfarçado” deveriam ser inclusos nas estatísticas, pois geram renda e, movimentam a economia indiretamente.
A principal necessidade hoje é um ataque frontal à pobreza em massa e aodesemprego, mas aparentemente ninguém está interessado em abandonar teorias duvidosas que levaram às antigas ilusões.
O aumento generalizado da população mundial, advindo do progresso da medicina e de melhores condições de higiene, traz grandes dificuldades quando se trata em distribuição de renda. Quanto maior a densidade populacional, menor a disponibilidade média de terras por famílias. Os recursosusados para atender a população que foi gerada, poderiam ter sido invertidos na população já existente.
Sobre a renda como excedente, tratavam os fisiocratas como se sabe, na sua base agrícola, pois era a frança um país totalmente dependente da agricultura. Tinham a renda agrícola como o produto líquido da economia como um todo. O excedente tirado da terra era o excesso da produção em relação aoseu custo de produção. O que pode ser extraído como excedente, na verdade, depende da estrutura da sociedade, direitos legais, e o poder do Estado.
Ricardo separava o excedente em renda e lucro. Considerava ele a propriedade agrária como um íncubo¹ da sociedade, porque a renda obtida era gasto com bens de luxo. A função dos lucros era de serem poupados e invertidos no aumento de emprego e daprodução.

1. Termo advindo do latim, íncubo, supostamente é um demônio que faz sexo com mulheres que à noite estão tendo sonhos “prazerosos”. Após o ato, o demônio suga a energia da moça até a sua morte, ou quase, deixando-a bem fraca.

O capitalismo nasceu do feudalismo. E se desenvolverá através das contradições de sua própria estrutura interna, que com o passar do tempo, irá diminuir,...
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