Desenvolvimento de atitudes e comportamentos nas crianças

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  • Publicado : 26 de novembro de 2012
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Desenvolvimento de atitudes e comportamentos
* Birras e amuos
2/3 Anos – sentimento de identidade está a afirmar-se, começa a ter vontade própria e sente procura manifestar-se.
A birra é uma das formas normais que a criança tem de manifestar a frustração que sente:
* Pelas contrariedades apresentadas pelos pais/educadores,
* Pelas suas próprias limitações físicas,
* Pelasua dificuldade em se expressar verbalmente,
* Por não entenderem as explicações e/ou não as aceitarem,
* Porque querem que as suas vontades se cumpram imediatamente,
* Porque quando não conseguem algo sentem um grande desgosto.
O que fazer?
Antes: prevenir deve evitar-se o cansaço ou uma super estimulação, parando as actividades antes que isso aconteça.
Durante: tentar não perdera calma, ter-se consciência de que é uma situação normal, embora incomoda. O adulto deverá ser um bom modelo de auto controlo. Não é preciso bater, castigar ou fazer troça.
Também não se deve ceder quando a birra é fruto de uma proibição que os educadores consideram completamente justificada.
Depois: depois do “berreiro” a criança precisa de confirmar que os educadores, apesar de tudo,continuam a gostar dela e aproxima-se em busca de afecto. É importante que estes lhe peguem ao colo, sem fazer comentários sobre a birra e apreciem a calma e a possibilidade de diálogo.
Ter disponível um lugar sem distracções, mas sem ser escuro nem desagradável. Avisar de antemão quais os comportamentos não desejados (bater, insultar) que irão provocar o isolamento. Levar a criança ao lugar comfirmeza, mas sem se alterar e

explicando-lhe claramente o motivo, sem ceder. Respeitar escrupulosamente o tempo de isolamento, que não deve ser muito (bastam alguns minutos).
A técnica do isolamento é benéfica para que a criança se acalme e os pais consigam que os filhos não reajam constantemente com birras. É importante que a criança compreenda por que razão os pais/educadores estão aborrecidoscom ela e o que deve fazer de futuro para o evitar. Às vezes as crianças acalmam-se abraçando-as e balançando-as um pouco. Não se deve troçar. A sua frustração e raiva são reais e não merecem que se lhes falte ao respeito.
Também não se deve ridicularizá-las nem dizer-lhes que os seu aborrecimento é pateta. Deve-se mostrar compreensão para com esse aborrecimento, mesmo que o mesmo não se possaevitar. Algumas vezes as birras são uma manifestação de sentimento de falta de atenção. É importante dedicar um tempo especial à criança diariamente (em especial, os pais).
Deve-se avaliar se há alguma coisa que esteja a provocar alteração na vida da criança, que lhe provoque incómodo, tristeza, frustração. Os pais/educadores deverão analisar se estarão a ser demasiado rígidos e se a criança estaráa receber o afecto e a atenção que necessita.
A birra poderá manifestar-se um sintoma de algo forte emocionalmente que a criança estará a sentir. Quando é evidente que a criança está a transformar as birras num modo de conseguir sempre o que quer, é preciso aprender a ignorá-las. Mesmo que inicialmente intensifiquem o berreiro, se houver persistência no método, as birras acabarão por diminuir.Nesta técnica, é importante permanecer impassível enquanto a birra durar. Quando terminar, deve-se acolher a criança, sem mencionar o sucedido, dando-lhe oportunidade de se reconciliar e de receber um elogio pelo seu bom comportamento.
Depois de uma birra é necessário que os pais/educadores dialoguem com a criança de forma tranquila, para que esta entenda que com gritos e violência não seconsegue nada. Cabe aos pais/educadores evitar que as crianças julguem que com birras conseguem o que querem!

As birras vão sendo menores à medida que os pais/educadores elogiam e valorizamos momentos em que a criança consegue dominar-se e exprimir a sua raiva ou frustração com palavras.
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