Depressao e prevalencia do uso de antidepressivos

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UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
CURSO DE MEDICINA



DEPRESSÃO: PREVALENCIA E USO DE ANTIDEPRESSIVOS EM ALUNOS DE MEDICINA DA ULBRA CANOAS


Projeto de Pesquisa apresentado ao Curso de Medicina da Universidade Luterana do Brasil, campus Canoas, RS, como requisito da disciplina de Metodologia Científica, Professora Andrea Leal.



ANISSA ARTIFÃOIVANA BRAZ DE ANDRADE
NATÁLIA COTLINSKY
WILLIAM WEIL


Docente: Profª. Drª Andrea Fachel Leal



CANOAS, RS
2010







SUMÁRIO






1 INTRODUÇÃO 2

2 OBJETIVOS 4
2.1 Objetivo Geral 4
2.2 Objetivos Específicos 4

3 REVISÃO DA LITERATURA 4

4 METODOLOGIA 8
4.1 Tipo de Estudo 8
4.2 Campo de Estudo 9
4.3 População/Amostra 9
4.4 Método de Coleta e Análise de Dados 94.5 Considerações Bioéticas 10

5 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO E EXEQUIBILIDADE DO PROJETO 11

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 12

Anexo A – Instrumento de Coleta de Dados 16
Anexo B – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido 17




1 INTRODUÇÃO


Como acadêmicos do Curso de Medicina, considerou-se importante verificar a incidência de quadros depressivos em graduandos de Medicina daUniversidade Luterana do Brasil, campus de Canoas, RS.
De acordo com Cavesto e Rocha (2006) é estimado entre 15% e 25% dos acadêmicos sofrem algum transtorno mental, em especial de natureza depressiva e de ansiedade. Dos diversos estudos realizados, são apontados como mais frequentes entre estudantes de medicina, oscilando entre 8% e 17% neste grupo. Os estudos referidos têm como autores:Adewuia et al., 2006; Galli et al., 2001; Hahn e Ferraz, 1998; Millan, Rossi e De Marco, 1995; Chan, 1992; Clark e Zeldow, 1988; Cordáz et al., 1988; Eric, Radovanovic e Jevremovic., 1988; Zoccolillo, Murphy e Wetzel, 1986; Nucette, 1985; Lloyd e Gartrell, 1984; Niemi, 1984; Lloyd, 1983; Giglio, 1975; Segall, 1966.
Em uma universidade peruana, foi apontada a prevalência de 24% de depressãomaior e 15,6% de distimia, entre alunos de medicina (GALLI et al., 2001). No Brasil os transtornos depressivos atingiram 15,6% de acadêmicos da medicina de uma faculdade da Região Nordeste (AZI, 2003).
Como consequência de transtornos depressivos tem-se o potencial risco de suicídios, ocupando a segunda causa mais comum de morte, após os acidentes, entre universitários de medicina (RIMMER;HALIKAS; SHUCKIT, 1982; ROSS, 1973). Os principais fatores estressores são apontados, no início do curso: o grande número de informações, novas formas de estudo, excessiva carga de trabalho; no final do curso, evidencia-se a insegurança sobre competências pessoais, situações de desgaste frente ao constante lidar com agravos à saúde e possibilidades no mercado de trabalho (MILLAN; ROSSI; DE MARCO,1995; MILLAN; BARBEDO, 1988).
Clark e Zeldow (1988) apontaram em seus estudos que cerca de 12% dos estudantes de medicina apresentam elevados níveis de sintomatologia depressiva, em diversas fases, havendo predominância (25%), no final do segundo ano de curso.
Neste mesmo período do curso, na América do Norte, ocorreram 76% dos suicídios entre estudantes de medicina, sendo consideradocomo um fator estressor as dificuldades de início de um curso bastante complexo (RIMMER; HALIKAS; SHUCKIT, 1982). No Brasil, a preocupação com os elevados índices de suicídio entre acadêmicos de medicina, da Universidade de São Paulo (9,6%), cerca de quatro vezes maiores do que os da população em geral, motivaram a criação do Grupo de Assistência Psicológica ao aluno, na Faculdade de Medicina(MILLAN; ROSSI; DE MARCO, 1995).
Para Ford (1983) e Lyman (1961) as exigências com a formação médica pode causar frustração em suas necessidades de realização e reconhecimento, podendo produzir ansiedade, depressão e necessidade de cuidados psiquiátricos. Havendo preconceitos com a psiquiatria, outras opções poderão ser escolhidas pelo médico, entre elas o abuso no álcool ou drogas, o...
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