Deficientes visuais

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CADERNOS

DA

Este Caderno complementa a série de vídeos da tv escola

Deficiência Visual
Marta Gil (Org.)

M INISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
N. 1/2000

Presidente da República
Fernando Henrique Cardoso

S UMÁRIO

Ministro da Educação
Paulo Renato Souza
Secretário de Educação a Distância
Pedro Paulo Poppovic
Secretária de Educação Especial
MarileneRibeiro dos Santos

Secretaria de Educação a Distância
Cadernos da TV Escola
Diretor de Produção e Divulgação
José Roberto Neffa Sadek
Coordenação Geral
Vera Maria Arantes
Projeto e Execução Editorial
Elzira Arantes (texto) e Alex Furini (arte)

Conversas sobre deficiência visual

Capa:
Tratamento gráfico sobre alfabeto Braille

O começo da vida: 0 a 3 anos

21

Educaçãopré-escolar: 4 a 6 anos

33

O ensino fundamental: 7a 11 anos

39

Adolescência, tempo de
mudanças e de escolhas

55

Vida adulta: trabalho,
casamento e responsabilidades

63

Lembretes

69

Bibliografia

75

© 2000 Secretaria de Educação a Distância/MEC
Tiragem: 110 mil exemplares
Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou utilizada de qualquer
forma ou por qualquermétodo, eletrônico ou mecânico, sem autorização,
solicitada via carta ou fax.
Ministério da Educação
Secretaria de Educação a Distância
Esplanada dos Ministérios, Bloco L, Sala 100 CEP 70047-900
Caixa Postal 9659 – CEP 70001-970 – Brasília, DF
Fax: (0XX61) 410 9158 – E-mail: seed@seed.mec.gov.br
Internet: http://www.mec.gov.br/seed/tvescola

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação(CIP)

Deficiência visual / Marta Gil (org.). – Brasília : MEC. Secretaria de
Educação a Distância, 2000.
80 p. : il. - (Cadernos da TV Escola. 1. ISSN 1518-4692)
1.Deficiência visual 2.Integração escolar.3. Sexualidade.
4. Educação Especial.
I. Secretaria de Educação a Distância.

CDU 376.353

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Programa 1

5

CONVERSAS SOBRE
DEFICIÊNCIA VISUAL

uitos consideram que apalavra ‘deficiente’ tem
um significado muito forte, carregado de valores morais, contrapondo-se a ‘eficiente’. Levaria
a supor que a pessoa deficiente não é capaz; e, sendo
assim, então é preguiçosa, incompetente e sem inteligência. A ênfase recai no que falta, na limitação, no ‘defeito’,
gerando sentimentos como desprezo, indiferença, chacota, piedade ou pena.
Esses sentimentos, por sua vez,provocam atitudes
carregadas de paternalismo e de assistencialismo, voltadas para uma pessoa considerada incapaz de estudar, de
se relacionar com os demais, de trabalhar e de constituir família.
No entanto, à medida que vamos conhecendo uma
pessoa com deficiência, e convivendo com ela, constatamos que ela não é incapaz. Pode ter dificuldades
para realizar algumas atividades mas, por outro lado,em geral tem extrema habilidade em outras. Exatamente como todos nós. Todos nós temos habilidades e talentos característicos; nas pessoas com deficiência,
essas manifestações são apenas mais visíveis e mais
acentuadas.
Diante disso, hoje em dia se recomenda o uso do
termo ‘pessoa portadora de deficiência’, referindo-se, em
primeiro lugar, a uma pessoa, um ser humano, que possui entre suascaracterísticas (magra, morena, brasileira

M

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Programa 1

etc.) uma deficiência – mental, física (ou de locomoção), auditiva ou visual.

Deficiência visual: conceitos
Os graus de visão abrangem um amplo espectro de
possibilidades: desde a cegueira total, até a visão perfeita, também total. A expressão ‘deficiência visual’ se
refere ao espectro que vai da cegueira até a visãosubnormal.
Chama-se visão subnormal (ou baixa visão, como
preferem alguns especialistas) à alteração da capacidade funcional decorrente de fatores como rebaixamento significativo da acuidade visual, redução importante do campo visual e da sensibilidade aos contrastes e limitação de outras capacidades.
Entre os dois extremos da capacidade visual estão situadas patologias como miopia, estrabismo,...
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