Danton

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Resenha


PESQUISA E SERVIÇO SOCIAL: DA CONCEPÇÃO BURGUESA DE CIÊNCIAS SOCIAIS À PERSPECTIVA ONTOLÓGICA



Fonte: LARA,Ricardo Título da Obra .Pesquisa e Serviço Social: da concepção burguesa de ciências sociais à perspectiva ontológica .Rev.Katál Florianópolis v.10 n.esp.p.73-82 2007


O autor tem como tese e a finalidade de debater brevemente a concepção burguesa de ciências sociais,as passagens da pesquisa e a produção de conhecimento na “Universidade Moderna’¹, também ousou apresentando os primeiros passos da ‘perspectiva ontológica’ enquanto alusão teórico-metológica, para preocupação e sistematização da realidade social. É em 1980 que o Serviço Social se insere com maior evidência, a partir da interlocução com as demais áreas de conhecimento e dão inicio as respostas daprópria produção teórica, dando um ascendente destaque à pesquisa acadêmica, que é através da pesquisa que o conhecimento é adquirido, o que se tornou um pré-requisito para o assistente social, sendo por intermédio da investigação científica. Isso na verdade é a sistematização de uma realidade social determinada, o profissional consegue entender as complexas conexões do real, e deste modo,estabelecendo um caminho mais seguro para ter uma aproximação das respostas reais tão desejadas nas suas interferências. A concepção burguesa de ciência está contida na pesquisa cientifica e em suas ‘metodologias’. O conhecimento é voltado aos interesses ‘produtivos’, a qual torna restringida essa relação do saber com o “mundo dos homens’’, destacamos diante disto que o conhecimento encontra-sefragmentado, marcado pela insuficiente conversação entre as áreas, que ajuda na compreensão do homem e da sociedade como partes separadas da dinâmica social e da tecedura histórica. Nossa finalidade, neste instante, é dar inicio ao debate sobre a fragmentação a qual as ciências sociais foram sujeitadas, perante a concepção burguesa de ciência. Quando Luckás afirma “a especialização mesquinha tornou-se ométodo das ciências sociais”na verdade ele está aflito com os caminhos das ciências sociais, mais especificamente com a influência do pensamento conservador que deseja afastar e instituir inúmeras áreas do saber, como: a sociologia, a economia, a história.Essas áreas têm o perigo de não obter a comunicação entre si sendo estranhas entre as mesmas. Embora tenham o mesmo ponto de partida na produção ereprodução da vida social. Essa fragmentação foi designada e continuou no círculo acadêmico ao longo do século 20, colaborando para a ampliação da Universidade enquanto instituição, que tem como fundamentais objetivos formar especialistas. O central ponto que está em jogo é o seguinte: em ciências sociais, a realização das pesquisas e produção de conhecimentos, e não pode deixar fora da pauta asbases objetivas da sociedade que, infelizmente, têm objetivos voltados apenas para a produção e reprodução de riqueza. A ciência social tem uma das características que é arquitetar uma proposta que apresenta suas premissas no pensamento crítico, o qual coloca em cheque o “metabolismo social”. O modo o qual é sistematizada a realidade social tem de passar, fundamentalmente, pelo crivo da crítica,que tem por base uma análise da sociedade burguesa, a essa, por felicidade, não se mantém, especialmente pelas ‘ bases objetivas de produção e distribuição da riqueza’. A segunda parte do texto fala que na Universidade se verifica um volume de pesquisas, que na maioria dos casos é uma exigência para obter uma titulação de um determinado estágio para formação profissional. No entanto, em alguns casosas suas construções teóricas deixam a desejar. Setubal faz na seqüência este comentário: Que no ambiente acadêmico não é estranho encontrar pesquisas, que tratam de problemas distantes e são derrubadas por interpretações mais amplas e aprimoradas, umas se voltam para elaboração do conhecimento como apenas conhecimento, ou seja, é um conhecimento que vagueia pela realidade sem, aliás, expor ela...
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