“Da casa dos mortos. um ensaio sobre a memória europeia contemporânea”

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História da Europa Contemporânea


“Introdução” e “Da casa dos mortos. Um ensaio sobre a memória europeia contemporânea”


Título da obra: “Introdução” e “Da casa dos mortos. Um ensaio sobre a memória europeia contemporânea”, Pós-guerra: História da Europa desde 1945, Lisboa, Ed. 70, 2007 (2ªed).

Autor: Tony Judt

Âmbito cronológico: Tem começo no ano de 1945, relatando a história daEuropa desde a Segunda Guerra Mundial, e termina em 1989. Embora o autor faça referência em alguns momentos a anos posteriores.

Âmbito espacial: O texto descreve a Europa do pós-guerra. No entanto, o autor recorre a diferentes destaques: primeiramente a Áustria, relatando os acontecimentos em Viena, e no decorrer do texto salienta a história da Alemanha.

Tema: A obra trata o impacto semprecedente sobre as populações civis e economias das nações após a Segunda Guerra Mundial. Segundo o autor, o texto apresenta quatro temas distintos: a redução da Europa, o desaparecimento das “grandes narrativas” da história europeia, o “modelo europeu” e a relação com os Estados Unidos da América.

Objectivos: Compreender as mudanças verificadas na Europa após a Segunda Guerra Mundial assim como assuas causas, relacionando-as com os Estados Unidos da América.

Estrutura:
1. Antecedentes
1. Fim dos regimes comunistas na Europa
Em 1989, o muro de Berlim cairá e historiadores estavam a “varrer” quarenta anos de “socialismo real”. Na Hungria e na Polónia o velho regime estava a desaparecer rapidamente.


2. 1945-1989: Época de transição
Osanos de 45 a 89 são uma época de transição para uma nova Europa. Depois da Segunda Guerra Mundial a Áustria foi considerada a “primeira vítima de Hitler”, com o fim da guerra Viena adquiriu uma nova identidade, tornando-se num modelo de liberdade para os outros países que foram vítimas da Alemanha. Viena simbolizava agora uma comunidade de uma civilização cosmopolita.
A Áustria era osímbolo dos atributos presunçosos da Europa Ocidental do pós-guerra: prosperidade capitalista devido a um rico estado de providência, paz social e segurança externa garantidas.
Entretanto para lá da Áustria, alguns Kms a Leste, ficava a Europa da pobreza e dos agentes da polícia secreta.
Devido à violência com que os judeus de Viena foram expulsos das suas casas, esta cidadeera agora um edifício imponente que assentava sobre um passado inexprimível.
Em 1992, a Áustria abandonou a sua autonomia e integrou-se na União Europeia.


2. Desenvolvimento:
1. “O problema alemão”
Segundo o autor, a Alemanha, ao contrário do que geralmente é admitido, não foi esmagada na guerra nem no acordo posterior a esta. Caso contrário, seria difícilexplicar a sua quase hegemonia sobre a Europa passados apenas 25 anos. Isso deve-se ao facto de a Alemanha não ter pago as dividas de guerra acordados depois da Primeira Guerra, sendo que o custo da vitória aos Aliados era superior aos custos da derrota da Alemanha. Deste modo, “o problema alemão” continua sem problema.


2. Efeitos dos conflitos
Nos anos entre as duasguerras mundiais os conflitos internos e entre estados foram provocados pelo colapso da economia europeia. A vida económica da Europa recebeu um triplo choque: a Primeira Guerra Mundial, a crise económica dos anos 30 e a Segunda Guerra Mundial. O efeito desses golpes foi a destruição de uma civilização. Como consequência os políticos aproveitaram para prazer propagando política prometendo algo melhor.No entanto, para fugir desse colapso surgiu a fuga para as democracias liberais da Europa Ocidental e depois para a América.


2.3 Redução da Europa
Após 1945, os Estados que formavam a Europa já não podiam emergir a um estatuto internacional ou imperial. No entanto, existiam duas excepções referentes a este facto: a União Soviética e, em parte, a Grã Bretanha, pois eram a...
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