Custeio Alvo

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XV Congresso Brasileiro de Custos – Curitiba, PR, Brasil, 12 a 14 de novembro de 2008

Custeio-alvo: reflexões sobre definições, finalidades e procedimentos
Resumo
O objetivo deste artigo é o de realizar uma análise crítica das definições, finalidades e dos
procedimentos relativos ao funcionamento do custeio-alvo apresentados na literatura
especializada. Verificou-se, na bibliografiapesquisada, uma diversidade de terminologias e
conceitos referentes ao tema, assim, através das análises realizadas procurou-se contribuir
para a construção de uma base conceitual e terminológica consistente, sem a pretensão de
esgotar o assunto. O resultado do estudo engloba a apreciação crítica das definições de
custeio-alvo; custo-alvo e engenharia de valor, bem como a proposta, justificada edetalhada,
de melhoria de terminologia e dos procedimentos encontrados na literatura, sendo que as
principais foram: utilização da expressão custo máximo admissível para a diferença entre
preço-alvo de venda e margem-alvo, e não custo-meta ou custo-alvo, como adotados por
alguns autores; a possível utilização do conceito de preços hedônicos quando do
estabelecimento do preço-alvo de venda, alémdos procedimentos já adotados; a elaboração de
um exemplo ilustrativo envolvendo os cálculos da margem-alvo, do custo máximo admissível
e do custo-alvo, propondo-se uma padronização para o cálculo desse último conceito, e; o
aperfeiçoamento do esquema proposto por Hansen (2002), com base em Ansari et al (1997),
no que se refere ao processo de eliminação ou, se necessário, de aumento docusto-alvo.
Palavras-chave: Custeio-alvo; Custo-alvo; Engenharia de valor.
Área Temática: Gestão Estratégica de Custos.

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Introdução

O custeio-alvo foi desenvolvido nos meios empresariais, especificamente por
empresas japonesas, em resposta às difíceis condições de mercado na época (1960-1970).
A concorrência nacional e internacional e a variedade de produtos com ciclos de vida
cada vezmenores são alguns dos fatores que propiciaram um ambiente de alta
competitividade que forçou uma mudança de metodologia por parte das empresas no cálculo
dos seus preços de venda, ou seja, o preço médio de venda dado pelo mercado é quem define
o custo do produto e não o contrário.
Para operacionalizar um processo que atendesse a essas exigências, os japoneses
recorreram à prática de engenhariade valor, uma técnica desenvolvida nos Estados Unidos,
logo após a Segunda Guerra Mundial, que tinha por finalidade produzir um produto ao menor
custo possível, considerando a escassez de recursos pós-guerra, para esse fim, componentes
eram substituídos ou reduzidos sem, contudo, alterar a funcionalidade do produto.
Nesse contexto surge o custeio-alvo, no entanto, esse processo que envolve oseu
surgimento e evolução ocasionou uma diversidade de terminologias e conceitos.
De acordo com Scarpin e Rocha (2000), originalmente, o custeio-alvo foi designado
pelos japoneses de genka kikaku, que significa “planejamento de lucros”, já o termo target
costing, em inglês, recebe traduções como custeio-alvo ou custeio-meta, já nos países de
línguas espanhola e francesa, encontram-se asexpressões méthod du côut-objectif e costo
objectivo, que significam custeio-objetivo.
Essa pluralidade de nomenclatura também é encontrada na literatura existente sobre
custeio-alvo, ademais, identifica-se ainda uma falta de consenso conceitual.

XV Congresso Brasileiro de Custos – Curitiba, PR, Brasil, 12 a 14 de novembro de 2008

Frente a isso, o objetivo geral deste artigo é o de realizaruma análise crítica das
definições, finalidades e dos procedimentos relativos ao funcionamento do custeio-alvo
apresentados na literatura especializada.
Para o alcance deste objetivo será realizada uma revisão da bibliografia relevante
sobre o assunto, para que, consoante a Castro (1978, p. 76), esta pesquisa seja uma
“continuação de um esforço prévio de conhecimento da realidade”, que tem...