Curso ceacd

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  • Publicado : 21 de novembro de 2011
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1. Considerações Iniciais Caro cursista. Parabéns pela escolha. A partir de agora você vai entrar em contato com uma temática muito instigante: o projeto do capital para o campo. Tenhaum bom proveito. Resumo As mais diferentes sociedades, em todas as épocas históricas e formas de organização humana, sempre dedicaram especial atenção ao uso e ocupação da terra, poisdela tiravam seu sustento. Com o advento do capitalismo, o que era de todos e de uso coletivo - a terra e seus frutos – passou a ter dono. Surgem as primeiras cercas. A terra torna-se umdireito excludente, acumulativo, individual, sagrado. “Tão geral e pleno que continha o direito de não usar e de não produzir” (MARÉS, 2003, p. 12). Este direito quanto à apropriaçãoindividual, exclusiva e absoluta de uma gleba de terra, e à forma de usufruir dela é uma construção humana e bastante recente. Ou seja, se originou com o advento da sociedade capitalista.Por exemplo: o caráter concentrador das terras – traço comum da estrutura fundiária brasileira – como veremos, tem uma relação direta com o desenvolvimento do capitalismo no campo. Com aescola ocorreu algo semelhante: ao constituir-se como classe dominante, a burguesia se apropria da escola e a elege como uma instituição privilegiada para tornar seu projeto de mundohegemônico (FERNANDES, 2002a, p. 33). Em outras palavras, com o capitalismo batendo às portas da sociedade, qualquer conhecimento desenvolvido fora da escola passa a ser desvalorizado e osvalores burgueses passam a ser difundidos como valores universais de todas as classes sociais. Até mesmo nas sociedades, como as camponesas, onde as relações de produção não são,necessariamente, capitalistas. Os resultados desse processo mostram o que há de mais perverso no capitalismo: a mercantilização da terra, da escola... de tudo. Acompanhe! Odimar J. Peripolli

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