Cuidados paliativos

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  • Publicado : 14 de março de 2013
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Introdução |
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Sobreviver é o principal e mais agressivo instinto do ser humano. Sob a luz da ciência o homem é um ser finito. Ainda que a medicina tenha conseguido erradicar ou curar muitas doenças, a era em que conseguiremos driblar a morte ou prolongar consideravelmente o tempo de vida não deve ser realidade palpável para nenhuma das atuais gerações.
Todos os anos, milhões de pessoasperdem suas vidas, a grande maioria pelas chamadas causas naturais, quando o paciente não resiste a alguma doença ou disfunção fisiológica que ocorre com o avanço da idade. Parte das vítimas falece de forma súbita. Outros, no entanto, enfrentam um tipo de problema que evolui lentamente. Esse último grupo, entre aqueles que se submetem a algum tratamento, enfrentam uma dura realidade em determinadomomento da terapia: quando o médico revela que não há recursos para conter o desenvolvimento do quadro. É quando, de fato, o paciente recebe a notícia de que seus dias estão contados. Justamente neste delicado momento, uma nem tão jovem prática clínica entra como opção no tratamento, a medicina de cuidados paliativos.
"Os cuidados paliativos se iniciam a partir do diagnóstico de patologia fatal eincurável - ainda que a morte do paciente esteja prevista para dez ou mais anos. Eles estão ligados à morte e ao morrer. À medida que a doença avança, diminuem os cuidados curativos e se intensificam os paliativos. Não é apenas para as últimas semanas de vida.’’

Origem dos cuidados paliativos
A origem dos hospices se deu através das obras de misericórdia cristã onde alimentavam os famintose sedentos, visitas os enfermos e prisioneiros, vestir os nus e acolher os estrangeiros. Naquele tempo, hospitium incluía tanto o lugar onde se dava a hospitalidade como a relação que ali se estabelecia. Essa ênfase é central para a medicina paliativa até hoje. Mais tarde, a Igreja assumiu o cuidado dos pobres e doentes, fato que continuou na Idade Média. Na Grã-Bretanha isso foi interrompidoabruptamente com a dissolução dos mosteiros no século XVI.
O primeiro hospice fundado especificamente para os moribundos foi provavelmente o de Lyon, em 1842. Depois de visitar pacientes com câncer que morriam em suas casas, Madame Jeanne Garnier abriu o que ela chamou um hospice e um Calvário. Na Grã-Bretanha, o renascimento ocorreu em 1905, com o St. Joseph Hospice em Hackney, fundado pelasIrmãs Irlandesas da Caridade. Sua fundadora, Madre Mary Akenhead, era contemporânea de Florence Nightingale, que fundou em Dublin, em 1846, uma casa para alojar pacientes em fase terminal (Our Lady’s Hospice) e chamou-a de hospice, por analogia às hospedarias para o descanso dos viajantes, na Idade Média. Neste mesmo período foram abertos em Londres outros hospices, entre eles o St. Columba (1885) e oSt. Lukes (1893), o único fundado por um médico, o Dr. Howard Barret, para acolher pobres moribundos.
Em 1967 surge na Inglaterra o St. Christopher Hospice e a pessoa extraordinária e carismática de Cicely Saunders, uma assistente social que cuidava das necessidades dos pacientes em fase final no hospital St. Thomas, em Londres.
O surgimento do novo modelo de assistência em CuidadosPaliativos é uma produção coletiva fortemente vinculada às condições históricas, institucionais e ideológicas nas quais este tipo de prática é construído. Assim, os Cuidados Paliativos surgiram tanto como resultante de transformações sociais mais amplas das relações coletivas com a morte e o morrer, como em decorrência de transformações internas no meio médico.

As características dos cuidadospaliativos
O alivio da dor e do sofrimento, a compaixão pelo doente e seus familiares o controle impecável dos sintomas e da dor a busca pela autonomia e pela manutenção de uma vida ativa enquanto ela durar.
Os cuidados paliativos é a forma civilizada de entender e atender aos doentes terminais, oposta principalmente aos dois conceitos extremos aludidos obstinação terapêutica e eutanásia está...
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