Crise de 1383

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  • Publicado : 15 de dezembro de 2012
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A crise de 1383 remonta-nos ao século XIV, onde Portugal vivia uma época muito difícil principalmente para os camponeses que viram os seus campos arrasados devidos a fortes cheias e secas que tinham atingido as terras portuguesas, condenando muitos deles à fome.
Deste modo, a agricultura deixa de ser uma atividade promissora e muitos camponeses partem para as cidades em busca de melhorescondições de vida. Com a diminuição drasticamente a mão-de-obra agrícola, surgem algumas negociações entre os poucos camponeses que ainda cultivavam e os donos das terras.
Para além disso, a Peste Negra, altamente contagiosa, tinha chegado em força às terras Lusas e estava a matar grande parte da população portuguesa.
Deste modo, Portugal enfrentava problemas a nível económico e social, mas como e nãobasta-se, D. Fernando travava constantemente guerras com Castela, pois considerava ter direito ao trono vizinho uma vez que era neto de D. Sancho IV. Guerra esta que apenas trouxe problemas políticos a Portugal.
Com o intuito de apaziguar o ambiente com Castela, D. Fernando assina um tratado de Paz que implicava o casamento de D. Beatriz, sua filha, com D. João I de Castela. Porém, neste tratado,D. Fernando, deixou escrito várias hipóteses relativas à sucessão do trono português, de modo a não comprometer a independência de Portugal. (Alfredo Pimenta, 1946)
Nesse mesmo ano (1383), D. Fernando morre e assim surge o grande problema da sucessão, pois D. Beatriz não podia reinar e D. Fernando não tinha deixado nenhum filho (que só poderia ser aclamado rei após ter 14 anos).
Assim, enquantoD. Beatriz não tivesse um filho a pessoa responsável pelo reino era D. Leonor Telles “ou em falta desta, quem D. Fernando ou ela declarassem em seus testamentos” (Alfredo Pimenta, 1946).
Com isto, a população que já não andava satisfeita com toda a crise que o país atravessava, desaprovaram de todo a ideia de ser D. Leonor de Telles a assumir o poder, pois esta tinha como conselheiro um condenatural da corunha – Conde Andeiro, e o povo tinha medo que ele se quisesse aproveitar desta relação para favorecer o seu pais. Porém, aclamara D. Beatriz rainha de Portugal, também não era uma solução bem vista pelo povo, pois, uma vez que era casada com o rei de Castela, isto poderia comprometer a independência de Portugal.
Deste modo, era urgente encontrar um novo candidato ao trono. E assim,em Lisboa, as hipóteses recaem sobre D. João, Mestre de Avis – meio irmão de D. Fernando.
Esta situação divide o país, por um lado o povo e a burguesia que apoiam o Mestre de Avis, pois nele veem a independência do reino salvaguardada, e por outro lado os nobres que preferem ver o seu país tomado por um estado estrangeiro a ver-se sem os seus privilégios.
Com esta divisão entre classes, o climade tensão aumenta e começam a surgir algumas situações de guerrilhas em vários pontos do País. Um dos mais marcantes é, sem dúvida, o assassinato do Conde Andeiro, suspeitando-se da envolvência do próprio filho bastardo de D. Pedro (Mestre de Avis) neste crime. (Alfredo Pimenta, 1946)
Com a morte do Conde e sem o apoio do povo, D. Leonor foi obrigada a sair de Lisboa, fugindo para Santarém e de lápedir ajuda aos reis de Castela.
Com isto, teme-se que o exército castelhano invada Portugal e por isso reconhece o Mestre de Avis como “regedor e defensor” do reino e a burguesia apoia-o com dinheiro, para que este possa pagar as despesas que iam surgindo da guerra.
O rei de castelã apercebe-se que perdera as hipóteses de tomar finalmente Portugal e decide ocupar a cidade de Santarém.Travando-se assim a Batalha dos Atoleiro (em Abril de 1384) com D. Nuno Álvares Pereira na liderança do exército Português, vencendo as castelhanos com a, tão falada, “tática do quadrado” que lhe, mais tarde, volta a usar na Batalha de Aljubarrota.
No mês seguinte (Maio de 1384), o rei castelhano voltou à carga e cercou a cidade de Lisboa. No entanto, o povo não se rendeu e o cerco foi levantado...
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