Cotidiano e critica

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  • Publicado : 19 de junho de 2012
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COTIDIANO: Conhecimento e crítica.

Vida Cotidiana: O Centro de Atenção de Hoje

A vida cotidiana é o centro das atenções do Estado e da produção capitalista. O Estado assume o papel de gestor da sociedade que está no cotidiano e para a produção capitalista o cotidiano é uma base econômica de rentabilidade inesgotável.
O Estado e a produção capitalista modelam o cotidiano do serhumano tornando-o robô.
A vida cotidiana deve ser analisada em três partes:
• A busca do real e da realidade: Sem perder-se no imaginário, mas ter claro a subjetividade.
• A totalidade: As partes encontram no todo o seu conceito, mas o todo não é a soma das partes.
• Possibilidades da vida cotidiana enquanto motora de transformações globais.

O que é Vida Cotidiana?

Avida cotidiana tornou-se mecânica e automatizada do que dirigida pela consciência.
O cotidiano está em todas as épocas, o que muda, é o ritmo e a regularidade, além da vivência e experiência, segundo os grupos e classes sociais a que o ser humano pertence.
A vida cotidiana é caracterizada por um conjunto de ações e relações que contem hierarquia.
É na vida cotidiana que o homemaprende e reproduz através das relações sociais.
Para o homem não tornar-se “mais uma”, ele deve romper com a vida cotidiana e dedicar-se em algo que lhe dê algum prazer, independente de suas ações e conseqüências.
Existem quatro formas de suspensão da vida cotidiana: o trabalho, a arte, a ciência e a moral.
Com a quebra da vida cotidiana e a “reestruturação” de sua vida asingularidade torna-se parte da totalidade, ou seja, a pessoa torna-se plena.
Esse movimento torna-se importante devido ao fato do homem se construtor da estrutura social e transmissor de valores, na qual determina seu modo de vida cotidiano. Os valores favorecem o desenvolvimento da essência humana.

A Vida Cotidiana em nosso mundo: Algumas questões relevantes

1. O pós-guerra trouxeuma revolução das classes trabalhadoras, de forma passiva, ela se deu, pois renunciou a busca por outros modelos de sociedade alternativa, devido fascismo e stalinismo.
Essa revolução passiva tem contradições não resolvidas, pois operou de forma apática todo sinal de mudança social ou reforma. Conseguiram apenas poucas coisas e apoiaram-se no Estado para resolver casos que competiam a classetrabalhadora.
A revolução passiva trouxe problemas que tem repercussões diretas na pratica social e vida cotidiana. São elas:
• Enfraquecimento da classe trabalhadora como sujeito político real;
• Diminuição do exercício da cidadania;
• Substituição da solidariedade espontânea pela solidariedade mecânica emanada pelo Estado;
• Perda de visibilidade dos valoresessenciais ao desenvolvimento do homem enquanto ser singular e social e, com eles, a perda de referencias para a transformação da sociedade;
Quando o Estado passou a nortear direitos dos trabalhadores, consequentemente o processo social foi fragmentado e direcionado, ele burocratizou e fez com que seus usuários não aparecessem em sua totalidade, mas como necessitados e carentes.
O Estadotambém anulou a individualidade do homem e introduziu uma solidariedade mecânica e substituiu a solidariedade espontânea.
Essa ação do Estado deixou o povo num estado de letargia na qual algumas hipóteses podem explicar:
• Um individualismo exagerado e egoísmo generalizado;
• Passividade devido a alienação generalizada;
• Novos segmentos atingidos pela opressão e exclusão;
•Pensamento revolucionário, de esquerda, ultrapassado;
• Pouca visibilidade dos valores fundamentais à emergência do ser total.

1. A modernização, o progresso e o desenvolvimento tecnológico, e o ritmo que se transforma, dá a impressão tudo o que surge passa muito rápido. Diante disso, as novas condições de existência social criam uma complexidade e confusão que afetam o comportamento...
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