Contabilidade antiga

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  • Publicado : 26 de março de 2012
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INTRODUÇÃO


O Trabalho mostra que a Historia da Contabilidade teve uma constante evolução durante os períodos históricos. O mesmo faz um resgate histórico desde o período mais antigo enfatizando os acontecimentos, fatos, descobrimentos mais importantes que contribuíram para a evolução da contabilidade até cerca de 1.494.
Mostra ainda a evolução detalhadamente contando historiasseparadamente por países como, por exemplo, Egito, Grécia e Creta. Indicava que á medida que o homem começava a possuir maior quantidade de valores, preocupava-lhe saber quanto poderiam render e qual a forma mais simples de aumentar as suas posses; tais informações não eram de fácil memorização quando já em maior volume, requerendo registros.
Com o surgimento das primeiras administraçõesparticulares aparecia a necessidade de controle, que não poderia ser feito sem o devido registro, a fim de que se pudesse prestar conta da coisa administrada.
É importante lembrarmos que naquele tempo não havia o crédito, ou seja, as compras, vendas e trocas eram à vista. Posteriormente, empregavam-se ramos de árvore assinalados como prova de dívida ou quitação. O desenvolvimento do papiro (papel)e do cálamo (pena de escrever) no Egito antigo facilitou extraordinariamente o registro de informações sobre negócios.
A medida que as operações econômicas se tornam complexas, o seu controle se refina. As escritas governamentais da República Romana (200 a.C.) já traziam receitas de caixa classificadas em rendas e lucros, e as despesas compreendidas nos itens salários, perdas e diversões.Desta forma, este trabalho realizou o estudo de toda história da contabilidade com o objetivo principal de demonstrar a evolução do pensamento contábil na busca de atender as necessidades do homem.






PARTE I – A HISTORIA DA CONTABILIDADE NA ANTIGUIDADE ATÉ LUCA PACIOLI


1. PERÍODO INTUITIVO PRIMITIVO


Vivido nos primórdios da civilização quando a principal necessidadeera a memória rudimentar da riqueza.


1. Os primeiros registros como forma de memorizar o patrimônio;

Recentes inscrições em grutas no sul da França com cerca de 27.000 anos abriram novos caminhos no campo arqueológico.
As mais antigas manifestações do pensamento contábil são as contas primitivas, ou seja, as que identificam os objetos (geralmente por figuras) e a quantidadedesses mesmos objetos (geralmente identificado por riscos ou sulcos) como meios patrimoniais, pelo fato do homem não saber escrever há mais de 20.000 anos atrás.
Sendo assim, ele criou uma das formas mais primitivas de inscrição, que foi a artística, para registrar seus feitos durante o dia. Por exemplo, o homem caçava algum animal ou apanhava algum fruto e posteriormente registrava em pinturasgravadas nas paredes esses fatos, podendo-se concluir que nascia daí a necessidade de controle da entidade.
Tendo em vista este relato, podemos admitir que há cerca de 20.000 anos o homem já registrava os fatos da riqueza em contas de forma primitiva.












2. Principais fontes arqueológicas: ossos, desenhos

Segundo Feguier nos apresenta o mais antigo documento da época,encontrado na França em uma lâmina de osso rena.Algumas se acham em perfeito estado que possibilita nitidez ao distinguir suas características.
Nos domínios da arqueologia encontram-se inúmeras dificuldades de interpretação e de articulação de exata finalidade de objetos que são inquestionáveis pela comparação dos mesmos, exatamente por que são peças contábeis.


Quadro 1 - Contasprimitivas utilizadas no início da contabilidade.



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Contas primitivas


Segundo Sá (1998), tal conjunto (qualidade e quantidade) formou a “conta primitiva” (Quadro1), uma evidência com a identificação da utilidade (desenho) e a quantificação (riscos); algumas inscrições só denunciavam riscos, sem a identificação do que quantificavam, porque provavelmente não havia...
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