Conomia oasis

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  • Publicado : 30 de novembro de 2012
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AS ECONOMIAS OÁSIS

AS ECONOMIAS OÁSIS


O texto de Joe Saddi, as economias oásis, trata de países do oriente médio que despontam sua economia baseada na produção de petróleo e no comércio.
Os Emirados Árabes estão se reinventando, parte de um processo ainda mais amplo. Nos últimos cinco anos, o Oriente Médio inteiro se transformou na "incubadora" de uma nova empresa privada.
Embora astensões políticas regionais estejam sempre nas manchetes, pouco se fala sobre uma incipiente fonte de estabilidade no Oriente Médio: o surgimento de uma economia aberta e diversificada, que já não depende exclusivamente do petróleo. Ate aqui, os sinais da mudança se pareceram com . visão de um oásis distante.
A autora desse artigo destaca alguns questionamentos, tais: Um observador poderia seperguntar se crescimento é o resultado de uma liderança visionária ou de um planejamento oportunista? Trata-se e um oásis fértil e sustentável ou da falsa promessa de uma miragem? É difícil compatibilizar as operações militares realizadas a algumas centenas de quilômetros com essa nova realidade. Em uma região tão subestimada, o desenvolvimento continua ganhando impulso. Se esse oásis econômico podeflorescer no deserto, dá para acreditar que o futuro do Oriente Médio é mais complexo e promissor do que muitas pessoas suspeitam.
Diversas das mudanças observadas (especialmente as vinculadas à desregulamentação e à privatização) parecem ter ganhado concretude nos últimos cinco anos. Se essa aparente miragem é verdadeira, por que está se manifestando agora? O que move esse fenômeno?
Para chegara uma resposta, é preciso entender essa cultura, tantas vezes considerada ambígua ou ameaçadora.

A produtividade de seu negócio vai crescer sem parar

Uma das questões que afetam todos esses países é a cotação do petróleo. Os booms ocorridos na década de 1970 foram marcados por gastos incontrolados e pouca gestão fiscal. Porém, na atual alta do preço do produto, mesmo com valores superioresa US$ 100 o barril, os líderes do Oriente Médio não esqueceram as lições aprendidas com a baixa ocorrida na década de 1990, quando os preços caíram para menos de US$ 20 o barril. Naquela ocasião, os até então membros protegidos do Conselho de Cooperação do Golfo (ou GCC, do nome em inglês Gulf Cooperation Council)
Os governos também compreenderam que, para atingir uma prosperidade sustentável,precisam desenvolver uma classe média mesmo que isso custe a perda de parte do controle. Em uma região na qual metade da população tem menos de 20 anos e as taxas de desemprego são elevadas, uma classe média sustentável reduz os riscos de estagnação e de tensão política.
E menor a probabilidade de que pessoas comprometidas com o futuro de suas famílias rompam o tecido social de seus países, eisso explica o desejo e a determinação de construir empresas privadas e de admitir novas formas de parceria.
A globalização constitui outro fator importante.
Primeiro, talvez devido a sua posição de isolamento, a região passava a impressão de ter ficado para trás em relação ao resto do mundo. E, a partir do olhar externo, os líderes locais não pareciam capazes de implementar mudanças. Hoje vemosum Oriente Médio bem diferente.
Os líderes regionais assumiram o compromisso de se equiparar ao resto do mundo (e até de superá-lo). Sem dúvida, a imensa vitalidade econômica da região resulta de indivíduos visionários, ávidos na busca do progresso. Diversos altos funcionários dos governos são oriundos do setor privado, contam com ampla formação e estão altamente motivados.
Os consumidores doOriente Médio, cada vez mais conectados com o mundo (e, portanto, mais sofisticados), não se limitam a desejar o que existe em outras partes do planeta, mas querem esses itens de acordo com suas normas culturais -e estão exigindo isso de seus governantes.
O interesse em se globalizar move as empresas da região em busca de ativos no Ocidente. Em 2007, a Saudi Basic Industries, por exemplo, comprou...
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