Conflitos da irlanda

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O conflito na Irlanda do Norte (também conhecido em inglês como The Troubles ou o problema) foi um conflito de grande violência pelo estatuto político da Irlanda do Norte, que causou grande perda de vidas durante a segunda metade do século XX. Tratava-se, em primeiro lugar, da população protestante (maioria), em favor de preservar os laços com a Grã-Bretanha, e do outro lado apopulaçãocatólica (minoria), em favor da independência ou a integração da província com a República da Irlanda, ao sul, país predominantemente católico. Ambas as partes recorreram às armas, e a província mergulhou em uma espiral de violência que durou desde o final da década de 1960 até a assinatura do Acordo de Belfast ou Acordo de Sexta-Feira Santa em 10 de Abril de 1998, que estabeleceu as bases para umnovo governo, em que católicos e protestantes compartilhassem o poder. [2][3][4][5][6] No entanto, a violência continuou após essa data e ainda continua de forma ocasional e em pequena escala [7].
O conflito começou na segunda metade dos anos 60 pelo movimento dos direitos civis contra a segregação religiosa vivida pelos católicos. A oposição entre os republicanos (principalmente o ExércitoRepublicano Irlandês), lealistas e unionistas sobre o futuro da Irlanda do Norte resultou em um aumento da violência durante trinta anos pelos grupos paramilitares de oposição de cada lado, a Policia Real do Ulster, diferentes seções do exército britânico, mas também grande parte da população civil. As campanhas de violência acompanhada pela incapacidade do poder político na Irlanda do Norte, levou aGrã-Bretanha e a República da Irlanda para estabelecer uma solução pacífica no Acordo de Belfast, apesar da pressão da comunidade internacional.
The Troubles têm sido repetidamente descrito como o terrorismo [8], conflito étnico [9], guerra de guerrilha [10], conflito de baixa intensidade e até mesmo guerra civil. .[11] A violência do conflito muitas vezes ultrapassou as fronteiras da Irlanda doNorte, estendendo-se à República da Irlanda e ao Reino Unido. The Troubles tinha tanto dimensões políticas e militares (ou paramilitares). Seus participantes incluíam políticos e ativistas políticos de ambos os lados, republicanos e lealistas paramilitares, e as forças de segurança do Reino Unido e da República da Irlanda. Enquanto que o conflito nunca foi uma guerra declarada, o grande número debaixas sofridas pelas forças britânicas (725 mortos e milhares de feridos), os recursos utilizados pelo governo britânico por mais de 25 anos, a destruição causada em muitas cidades e ao povo da Irlanda do Norte e a Inglaterra e o complexo arsenal utilizado pelos grupos paramilitares sugerem que o conflito foi uma guerra de facto.

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O conflito da Irlanda do Norte tem suas raízes nadominação britânica da ilha da Irlanda. Tudo começa no ano de 1800, com o Act of Union (em inglês, ato de união ou unificação), posto em prática em 1 de janeiro de 1801, e que unificou os reinos da Grã-Bretanha e Irlanda, dando origem ao Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, entidade dominada na prática pelos ingleses, e que foi a grande potência econômica, militar e cultural durante todaa sua existência.
Apesar da preponderância do país no campo econômico, especialmente por ser o principal propulsor das duas fases daRevolução Industrial, o domínio britânico não trouxe melhoras substanciais à população irlandesa, uma das mais pobres da Europa na época. Crises alimentares durante a metade do século XIX eram comuns, o que provocava a emigração em massa dos locais, especialmentepara os Estados Unidos e Austrália. Outro fator que tornava a convivência turbulenta era a diferença religiosa: a Irlanda é uma nação historicamente de forte influência católica, enquanto que os ingleses seguem a corrente anglicana, originada de um cisma entre o monarca inglês e Roma.
Ao fim do século XIX, crescia o movimento pelo “Home Rule”, ou seja, o direito da Irlanda dentro da união de...
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