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Recife, domingo, 20 de janeiro de 2013

Se é emprego , aqui tem

P
DIARIO deP E R N A M B U C O

Editora: Cláudia Santos
Editoras-assistentes: Bruna Siqueira Campos e Leianne Correia

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diariodepernambuco.admite-se.com.br

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Um nó amenos
para desatar
Acordo ortográfico, que
começaria neste mês,
será obrigatório apenas
em 2016, aliviando a
vida dos concurseiros

Ana Lima, professora
de língua portuguesa

O

ANNACLARICE ALMEIDA/DP/D.A PRESS

Ellyne Vasconcelos não quer acabar o ano sem ter fixado de vez
o novo acordo. “Eu li e reli algumas vezes uma cartilha explicando as modificações, e sempre tiro dúvidas nainternet. É questão
de tempo para interiorizar esse conhecimento.” Ana Martins diz
que é importante também fazer
constantemente exercícios para
consolidar o aprendizado. “Quando escrevemos à mão é bem mais
fácil gravarmos.”

novo acordo ortográfico, que implantou algumas mudanças na forma como escrevemos algumas
palavras (veja mais no quadro) e
estava previsto para começar a
valer em janeirodeste ano, agora vai passar a ser obrigatório somente a partir de 2016. Um alívio para a servidora pública Ellyne Vasconcelos e vários outros
concurseiros que confessam ain- Mudanças
da não ter se familiarizado to- De fato dá angústia passar anos se
talmente com a norma. Apesar dedicando a aprender a norma culde ainda ser permitido escrever ta e de repente ver que várias das
do jeito“antigo”, não aprender coisas aprendidas não valem mais.
E aí já vai você
as mudanças
ter que passar
não resolve o Se guiar por um
mais horas e
problema – só
horas absorveno adia.
só padrão de
do as novas alEllyne, que
terações. Mas o
passou em di- ortografia facilita
novo acordo orreito neste ano o aprendizado
tográfico tem
na UPE, conta
dois lados bons.
que optou por
usar a regra antiga naredação O primeiro é que ele simplificou
do vestibular. “Os professores re- os critérios de ortografia de muicomendaram não misturar as tas palavras. O segundo, que as vaortografias. Aí preferi não arris- riações foram poucas.
“Sinceramente eu acho que o
car e seguir a regra que eu já conhecia”. A catarinense Ana Lú- novo acordo interfere pouco no
cia Martins, professora de portu- andamento detudo no país, inguês do site seuprofessor.com.br, clusive para concurseiros e vesexplica que do ponto de vista tibulandos. As mudanças foram
pedagógico não é interessante muito pequenas”, opina a professora de língua portuguesa do
mesclar as ortografias.
“Em concursos e provas isso departamento de letras da UFPE,
não vai prejudicar os estudantes. Ana Lima. Ana Lúcia Martins
Porém ficadifícil aprender quan- também achou a nova ortogrado não tentamos nos guiar por fia, em geral, bem fácil de ser
um só padrão”, diz a professora. memorizada. Afinal, ela isentou

Ellyne preferiu não arriscar e optou pelas regras antigas na redação do vestibular
os falantes da língua portuguesa de várias preocupações.
Muitos são os acentos e hífens
que se aposentaram. Palavras
com ditongos abertos,como
“ideia” e “jiboia” já não são acentuadas. O trema (o símbolo “¨”
presente antigamente em palavras como tranqüilo”), por sua
vez, já foi tarde, na opinião dos
estudantes, porque não havia regras tão claras para sua aplica-

ção. “A abolição do trema e a extinção de acentos em letras dobradas, como ‘veem’, foram os
pontos mais fáceis de aprender”,
acredita Ellyne. Já o hífen é a
partemais cabulosa do acordo
para a servidora pública.
Se você quiser se dar bem nas
provas de português dos concursos, é bom ir se preparando logo de agora. Mas de uma coisa fique certo: vai chegar 2016 e ain-

da assim você pode não ter
aprendido a infinidade de regras. Até os professores confessam que não têm domínio de
100% da ortografia, e recorrem
frequentemente aos manuais.
Nem...
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