Comportamentporganizacional

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  • Publicado : 13 de abril de 2013
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Pedem-se desculpas aos leitores do CPq, por derivarem-se as reflexões nesses dias. Por óbvio, o assunto em pauta tem de ser Bento XVI: sua renúncia humilde, sua oblação silenciosa, seu intrépido coração. Contudo, diante da notícia de um sacerdote infiel na Arquidiocese de Niterói, os meios de comunicação têm insistido sobre a dispensa da disciplina do celibato para os padres. Outro diavoltar-se-á ao caso do Pe. Emilson Soares para dar informações importantes. Neste texto, entretanto, pretende-se refletir sobre o texto do excelente Reinaldo Azevedo.
Se pudesse ensejar uma conversa com o Reinaldo Azevedo acerca do seu texto sobre a conveniência do celibato para os sacerdotes, faria-o deste modo:
Caríssimo tio Rei (posso chamá-lo assim?),
Tenho de dizer que seu último texto não foiagradável de ler. Sei que agradabilidade do que se aprende ou estuda não é um requisito de veracidade. Contudo, a causa do desagrado não foi apenas a ênfase do discurso ou o vocabulário escolhido. O desagrado surgiu justamente da inveracidade do conceito. Entendo, tio Rei, que o âmago do seu texto, o princípio motor, a causa final do seu texto está enormemente equivocado. E também os aspectos acessóriospadecem do mesmo erro. Já adianto qual o objeto da contenda para que não haja dúvidas.
Diferente do articulista de Veja - que respeito e considero um dos mais destemidos e perspicazes em assunto de política - a conservação da Igreja Católica não depende da abolição do celibato sacerdotal. A Igreja definitivamente não corre risco de acabar por causa dos “escândalos” que recaem frequentemente sobreseus ombros. Não, tio Rei, não vou usar um argumento teológico para acabar o debate. Não é que "portae inferi non praevalebunt" (Mt 16,17ss). Bem, pelo menos não é só isso... rsrsrs...
Tem algo mais que o dado teológico, Reinaldo. É que, usando a lógica tão querida do amigo, quando o senhor afirma que o celibato fará perder a Igreja, também permite a dedução que o casamento a salvará. Ora, separa o senhor o celibato é um mal para a Igreja latina - a única que mantém a obrigatoriedade para seus ministros ordenados -, é necessário ser o matrimônio a salvação para os problemas que afligem a Igreja e seus ministros ordenados. Aliás, o senhor mesmo diz que “a obrigação deveria ser o casamento”, não o celibato.
Mas tio Rei, não parece ser assim. Aprendi – e confirmei-o lendo seus textos –que o critério para nossas ideias tem de ser a realidade, o mundo, os fatos. Alguém tão apegado aos próprios ideais, às próprias inspirações, às próprias convicções não é bom conselheiro nem para si próprio. Cria ídolos para os quais, mais cedo ou mais tarde, terá de sacrificar justamente a realidade, o mundo, os fatos. Quem casa-se de modo indissolúvel com suas próprias perspectivas de mundo,apenas porque são suas, não aprendeu a máxima socrática mais útil: "desconfiar do que sabe". Só aquele que é capaz de rever suas convicções – e porque não? alguns falsos princípios – consegue ser fiel a si mesmo e, nesse caso, a Deus. Definitivamente, não acho que o tio Rei é daqueles que se casam com suas próprias inspirações... ou que venera ídolos de si mesmo...
No caso do celibato, tio Rei, osfatos não garantem sua tese: na Igreja Católica de rito oriental – onde é permitido que pessoas já casadas tomem o sacerdócio -, não há um florescimento das vocações sacerdotais ou religiosas. Muito menos há uma primavera da fé cristã no Oriente, que possui 0,1% dos católicos no mundo (cerca de 16 milhões de fiéis). Ora, como dizer isso com a caridade que merece? Tio Rei, o senhor está errado!Acredite-me que não digo isso com alegria, mas com a dor que convém aos que corrigem, mas é preciso dizer. A Igreja Católica não está em crise por causa do celibato, pois se assim o fosse, o Oriente deveria ser um oásis de Cristianismo. Ora, os fatos não concordam com a tese. Portanto, deve-se desconfiar da tese...
Já disse, em outro lugar, que a crise de todas as vocações é um problema de...
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