Clima

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 17 (4149 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 28 de abril de 2011
Ler documento completo
Amostra do texto
A Percepção do Clima através da Noção do Ritmo

EDSON SOARES FIALHO
Prof. Agregado do Departamento de Geografia e Meio Ambiente da
Pontifícia Universidade Católica - PUC-Rio;
Professor Assistente na Universidade de Nova Iguaçu - UNIG;
Professor Titular na Fundação Educacional de Duque de Caxias - FEUDUC
e Prof. da Rede Pública Estadual de Ensino do Rio de Janeiro.
Mestre em Geografiapelo Programa de Pós Graduação em Geografia da UFRJ
E-mail: edsfialho@aol.com ou edsonsoares.fialho@bol.com.br
Rua Marquês de São Vicente, 225 – Gávea – Rio de Janeiro
Cep: 22453-900 / Tel.: 0xx-21-3114-1666

Palavras-Chave: Ensino, Clima, Ritmo, Formação e Percepção.

1. Prólogo

A escolha do tema que me proponho neste artigo prende-se a preocupações e questionamentos surgidos apartir da identificação de problemas de compreensão e entendimento por parte dos formandos de Geografia, com a temática do. Partindo disso, o presente trabalho busca refletir sobre novas possibilidades de práticas de ensino à formação de professores, utilizando o ritmo da atmosfera associada aos pressupostos da Geografia da Percepção no processo de ensino do clima.

2. Contextualizando

Aoingressar no curso de graduação de Geografia da UFRJ - no início da década de 1990, de imediato fui apresentado ao paradigma do ritmo na primeira aula da disciplina Fundamentos de Climatologia, lecionada pela Professora Ana Brandão. Desde então enveredei pela pesquisa do tema, desenvolvendo pesquisas no CLIMAGEO/UFRJ até a minha formação, quando então inicie no magistério público - Rede PúblicaEstadual do Rio de Janeiro - onde convivo com as dificuldades, percalços e dilemas sobre o ensino inerentes a profissão.
Nesse momento, identifiquei o quanto é abstrato para os alunos entenderem o clima na base do cuspe e giz. Essa experiência, no entanto, serviu de base para a busca de novas possibilidades de ensino do tema clima, que apesar de abstrato, instiga o aluno a procurar entender. Com aminha entrada na PUC-Rio a pesquisa sobre novas metodologias de ensino tomaram início, até mesmo porque lecionava a disciplina de Climatologia.
Em contato agora com os futuros professores ainda na Universidade, uma coisa ainda buscava compreender. Porque havia uma grande diferença entre aquilo que se aprende e aquilo que se ensina nos bancos escolares, principalmente, quanto ao estudo do clima,onde não há quase nenhuma transferência do conhecimento produzido nos bancos universitários aos bancos escolares, a não ser aquele divulgado pela mídia. Tanto assim que não conheci nenhum professor no ensino médio e fundamental que utiliza a noção do ritmo nas suas aulas.
Essa observação não é nova, conforme Sant’anna Neto (2000) o problema existe por causa de vários fatores, dentre eles: aestrutura curricular, a formação dos professores e a falta de integração dos conteúdos climatológicos como os demais do extenso e diversificado rol de disciplinas que compõem a ciência geográfica.
Apesar disso, o problema não se encontra apenas na comunicação entre a escola e a universidade, mas na própria estrutura da instituição escolar e universitária. Ambas, promovem de modo continuado areprodução de suas posturas gélida, distante e burrocrática, perante ao aluno, visto na maioria das vezes como um incapaz, que ganhou a graça de adentrar no palácio do saber para adquirir habilidades e competências, entendida como a luz para iluminar as trevas da ignorância. Não é a toa que os alunos e graduandos não querem nos ouvir e quando escutam, acreditam em tudo que falamos, deixando de lado asua reflexão para ser aceito pelo sistema educacional.
Nesse sentido, corroborando Kaercher (2002 p. 222) devemos ensinar aos alunos duvidarem do que se ouve e lê, inclusive dos livros, da internet e da televisão, - esses dois últimos são os mais eficientes na divulgação de temáticas climáticas - , para que o aluno perceba que nós professores não somos meros repetidores, mas, construtores do...
tracking img