Choque cultural entre americanos e europeus

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  • Publicado : 14 de junho de 2011
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CHOQUE CULTURAL ENTRE: AMERICANOS E EUROPEUS
Xenia Melo

RESUMO

Com a chegada de Américo Vespúcio, no Novo Mundo, mostra as mudanças ocorridas entre as etnias. A consciência do novo lugar da Europa no mundo, desenvolveu-se confronto com o outro, quando controla, vence, violenta o não-europeu, o índio. Em que a razão do outro tem lugar numa comunidade de comunicação na qual todos os sereshumanos possam participar como iguais, mas ao mesmo tempo no respeito a sua identidade ao seu ser – o outro. O tema do outro, podem dissolver ou questionar a identidade dos indivíduos. A visão que o europeu tinha a respeito dos índios era eurocêntrica. Os portugueses achavam-se superiores aos indígenas e, portanto, deveriam dominá-los e colocá-los ao seu serviço. A cultura indígena eraconsiderada pelo europeu como sendo inferior e grosseira. Dentro desta visão, acreditava que sua função era convertê-los ao cristianismo e fazer os índios seguirem a cultura européia. Foi assim, que aos poucos, os índios foram perdendo sua cultura e também sua identidade.

PALAVRAS-CHAVE: América, encobrimento e conquista.

O tema do outro, podem dissolver ou questionar a identidade dos indivíduos,agentes ou grupos constituídos, é central no debate teórico e filosófico atual. Esta é uma categoria-chave da critica que o grande campo intelectual “pós-moderno”.
A narrativa de Dussel acompanha a “invenção” do “ser – asiático” da América por Colombo e sua mudança para a figura da “descoberta” de um “Novo Mundo por Américo Vespúcio”. Negado em “si mesmo”, o índio imediatamente é encoberto como“outro” e negado, apresentado como “bárbaro”, desprevenido de toda identidade e direito de permanecer à frente do “civilizado”, o Europeu.
Mas a figura do outro, da relação de qualidade presente em tantos aspectos do mundo da vida, está cada vez mais no centro da reflexão.
Em 1492 o encobrimento do outro, Dussel procura desvendar exatamente o nascimento deste mito sacrifical irracional que éinseparável da constituição da própria modernidade, ou seja, faz de tudo para agradar. A consciência do novo lugar da Europa no mundo desenvolveu-se no confronto com o seu outro, quando controla, vence, violenta o não-europeu, o índio.
Define-se, assim, um ego descobridor, conquistador, violento, colonizador da qualidade constitutiva da própria modernidade.
Segundo Dussel na relação dos europeus com os“americanos”, com o outro como dominado, como periferia, atrasada e controlada a ferro o ego. Lugar de destaque na visão de mundo eurocentrista. Hegel, que apresenta os povos não-europeus como desprovidos de direitos perante aqueles que têm um “direito absoluto” por serem portadores do “espírito” naquele “momento do seu desenvolvimento”. Sob formas diferentes, apresenta os outros povos e culturas comoatrasados ou incompletos, como vítimas do progresso modernizador.
Dussel acompanha a “invenção” do “ser – asiático” da América por Colombo e sua mudança para a figura da “descoberta” de um Novo Mundo por Américo Vespúcio. Negado, o índio imediatamente é encoberto como outro e negado, apresentado como “bárbaro”, desprovido de toda identidade e direito de ser “civilizado”.
Segundo Dussel “Oconquistador é o primeiro homem moderno ativo, prático, que impõe sua individualidade violenta ao outro”. Estabelece-se, assim, uma relação nova, violenta, militar, do “ego” europeu com o estrangeiro em colonização, em “conquista espiritual” e, finalmente, apresentada pelas elites coloniais como “encontro” de dois mundos.
A dominação de guerra e violência exercida sobre o outro é apresentada como “bem”ao bárbaro que se civiliza que se desenvolve ou “moderniza”. Este mito da modernidade, que coloca como vitima o sujeito moderno em sofrimento com o conquistado, colonizado, subdesenvolvido o custo necessário para a modernização.
Nos rostos dos índios, dos escravos africanos, dos mestiços, dos crioulos, dos camponeses, dos operários e dos marginalizados. Dussel vê a constituição do povo...
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