Huntington x giddens

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- O Cisma do Ocidente
ANTHONY GIDDENS REFUTA A TESE DO "CHOQUE DE CIVILIZAÇÕES" DE SAMUEL HUNTINGTON E DEFENDE QUE O PRINCIPAL CONFLITO HOJE É ENTRE COSMOPOLITISMO E FUNDAMENTALISMO
"Não creio que o principal conflito da nossa era seja o embate entre civilizações (...), mas sim aquele que opõe o cosmopolitismo, de um lado, e o fundamentalismo, de outro."
Essa declaração de Anthony Giddens dáo tom do debate que opôs o professor da London School of Economics ao professor da Universidade Harvard Samuel Huntington em um encontro na Itália, em 2003
Huntington | Giddens |
- Existe uma estrutura geral de poder, com o fim da guerra fria, agora vivemos em um mundo com uma superpotência, potências regionais, e ainda potencias secundárias, cujos interesses entram por vezes em conflito.Assim formam-se alianças ou conflitos. | Existem problemas do sistema que advem da guerra fria, chamados de problemas residuais. O autor destaca 3: primeiro, o significado do Ocidente; segundo, a identidade da Europa (uma vez que, em algumas áreas, a Europa emergiu essencialmente como uma formação da Guerra Fria e agora tem de se haver com o vasto processo de globalização); terceiro, o poderiomilitar americano em relação ao europeu. Ele distingue dois ocidentes: 1) Primeiro Ocidente: refere-se a um sistema jurídico e constitucional, a um conjunto de direitos individuais, ao regime da lei impessoal, às liberdades civis e assim por diante. Acredito firmemente que, nesse sentido, o Ocidente ainda é o Ocidente. Também creio que os princípios que emergiram nos sistemas democráticos ocidentaissão generalizáveis para o resto do mundo e penso ser possível demonstrar que esses princípios podem ser difundidos para a maioria das sociedades existentes no mundo.
2) É em torno do Segundo Ocidente, porém, que se concentra a maior parte das discussões sobre as divisões transatlânticas. O Segundo Ocidente é uma formação geopolítica, e aqui nos deparamos com problemas bastante sérios. Ainda achoque se trata aqui sobretudo de questões derivadas da Guerra Fria, mais do que de dificuldades associadas à recente reviravolta nos acontecimentos. Todavia, por menos estruturais que sejam, essas dificuldades têm de ser enfrentadas -a começar pelo fato de que os europeus precisam reconhecer a natureza das novas ameaças, coisa que ainda não foi feita suficientemente.
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O que contribui parafomentar claramente as diferenças entre europeus e americanos é a cultura, principalmente no que diz respeito a religião. Os princípios norte-americanos estão calcados na religiosidade, estes são demasiadamente mais religiosos do que os europeus. | A questão da religiosidade é muito interessante, mas não estou convencido de que exista uma diferença brutal entre americanos e europeus. Nos EUA nota-seum alto grau de secularização intra-igreja: sempre houve diferenças entre a experiência européia e a americana no tocante à função que a igreja desempenha na sociedade. Todavia a distinção entre essas experiências não é de natureza estritamente religiosa, mas sim de politização, em particular no que diz respeito à politização da direita religiosa.
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A religião exerce um papel cada vez maisimportante na maneira como os países definem suas identidades nacionais -no modo como os governos tentam estabelecer sua legitimidade- e também vem se tornando um fator considerável em conflitos sociais. | sociedade global da informação: as pessoas deixaram de ser cidadãos passivos, desejam ter um papel muito mais ativo no tocante às decisões que afetam suas vidas. É por isso que, a meu ver, adiscussão sobre a democratização no Iraque se diferencia das discussões travadas há não mais que dez ou 15 anos sobre a democratização em outros países. |
Para a democratização de países o fator cultural parece ser importante. "democratizar significa ocidentalizar". Ele diz que apostaria em grupos fundamentalistas sunitas e xiitas radicais, para ganharem eleições, a maioria ainda pensa assim. | Nada...
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